em 8020 de abril de 2010
16 de abril de 2010
31 de março de 2010
veio na pele
nego, os dias correm comigo andando
na corda amarrada entre as pontas dos minutos dos suspiros imaginativos
uma mente em vôo
caminho
no meio, minha caminha..
você ao lado
eu de lado não escuto o grito dos injustiçados
escuto as preces
não peço de mãos e pés juntos
34%
peço um poema estampado nos olhos que habitam essa Terra
acordo com gosto
talvez se
e dia que nasce de um poema, nasce bem
bem-te-vendo
bem-vindo
não temos porcentagens no cardápio do dia
valores em reais cruzeiro libras ou euros
temos um romantismo frustrado
mas ainda sim. doce feito água de nascente de rio.
re sem pre re
criar
força da natureza da Terra
qualquer dia vem ela com tudo, vem (d)ela
troca de pele,
deixa velho até homem descrente
eu na pele viro poro,
poro para
nova vida de outros tempos
na corda amarrada entre as pontas dos minutos dos suspiros imaginativos
uma mente em vôo
caminho
no meio, minha caminha..
você ao lado
eu de lado não escuto o grito dos injustiçados
escuto as preces
não peço de mãos e pés juntos
34%
peço um poema estampado nos olhos que habitam essa Terra
acordo com gosto
talvez se
e dia que nasce de um poema, nasce bem
bem-te-vendo
bem-vindo
não temos porcentagens no cardápio do dia
valores em reais cruzeiro libras ou euros
temos um romantismo frustrado
mas ainda sim. doce feito água de nascente de rio.
re sem pre re
criar
força da natureza da Terra
qualquer dia vem ela com tudo, vem (d)ela
troca de pele,
deixa velho até homem descrente
eu na pele viro poro,
poro para
nova vida de outros tempos
24 de março de 2010
canta canta minha gente
cante-o
canteiro
dança a obra do mestre
cantado à força bruta
tuas mãos não são sujas
o calo que nasce do calor
à margem
no canteiro
canto-te pedreiro de pedra
num canto da obra mora teu nome
mora noutro tua família canto
canteiro verde de plantas nativas
sou viva do canteiro que me criaste.
mestre e pai
cante-o
canteiro
dança a obra do mestre
cantado à força bruta
tuas mãos não são sujas
o calo que nasce do calor
à margem
no canteiro
canto-te pedreiro de pedra
num canto da obra mora teu nome
mora noutro tua família canto
canteiro verde de plantas nativas
sou viva do canteiro que me criaste.
mestre e pai
21 de março de 2010
11 de março de 2010
3 de março de 2010
23 de fevereiro de 2010
boato
3 de fevereiro de 2010
23 de janeiro de 2010
até...
o cheio é do vazio que habita na conta, a noite que não dorme
chegar, sempre chegar
e se o cheio quisesse esvaziar? trocar dois ares, transitar entre o alargamento do poder
se essa terra, de tantos que gemem, nega sua reversibilidade,
eu não.
caminho de volta. pro interior de mim que é tentativa de essência
entendo o vazio do cheio. sofro na imobilidade da velocidade sem freios.
minha-condição-imigrante-pós-moderno.
migrarei de volta.
enquanto o centro gira. a borda irradia.
descentralização.
um alívio à terra que hoje garoa choro nas minhas costas. sair. às vezes, sair.
chegar, sempre chegar
e se o cheio quisesse esvaziar? trocar dois ares, transitar entre o alargamento do poder
se essa terra, de tantos que gemem, nega sua reversibilidade,
eu não.
caminho de volta. pro interior de mim que é tentativa de essência
entendo o vazio do cheio. sofro na imobilidade da velocidade sem freios.
minha-condição-imigrante-pós-moderno.
migrarei de volta.
enquanto o centro gira. a borda irradia.
descentralização.
um alívio à terra que hoje garoa choro nas minhas costas. sair. às vezes, sair.
14 de dezembro de 2009
24 de novembro de 2009
a espera encontrou a saída lágrima
um entreaberto de quase vidas que vão e deixam suspensos sonhos calados
tempo escorrido
cansa a saia aguardar o vento que mostre suas pernas
enruga a palavra memórias de quartos de cores desbotadas
as portas desabotoadas
os diários nas paredes
junto à lágrima contorna as horas, sopra a dança - a espera -
o movimento do ser no espetáculo do vazio
vá-ser
um entreaberto de quase vidas que vão e deixam suspensos sonhos calados
tempo escorrido
cansa a saia aguardar o vento que mostre suas pernas
enruga a palavra memórias de quartos de cores desbotadas
as portas desabotoadas
os diários nas paredes
junto à lágrima contorna as horas, sopra a dança - a espera -
o movimento do ser no espetáculo do vazio
vá-ser
8 de novembro de 2009
18 de outubro de 2009
6 de outubro de 2009
esboço
o pensamento encontra-me na esquina da desatenção
descobrem-se palavras debaixo, no baixo lugar de alguma margem
traz do abrigo alguma, me ultrapasse,
inunde o aquilo em que não há de existência
o esquecimento imita a coragem e amarga o antes sabido
agora, vazios enfileirados tomam o espaço do meu quarto
procuro, desesperada, a inédita casca e seu caroço.
descobrem-se palavras debaixo, no baixo lugar de alguma margem
traz do abrigo alguma, me ultrapasse,
inunde o aquilo em que não há de existência
o esquecimento imita a coragem e amarga o antes sabido
agora, vazios enfileirados tomam o espaço do meu quarto
procuro, desesperada, a inédita casca e seu caroço.
28 de setembro de 2009
22 de setembro de 2009
hoje dancei com a cabeça
pesado. transcend-essa:
"eu era ar e tempo, eu era ar e tempo, espaço vazio, tempo
eu era ar e tempo, espaço vazio
eu era gases puro, ar, espaço vazio, tempo
e gases puro, assim
eu era ar e tempo
eu não tinha formação
não tinha formatura
não tinha onde fazer cabeça
fazer braço, fazer corpo
fazer orelha, fazer nariz
céu da boca, falatório
fazer músculo, fazer dente
eu não tinha onde fazer nada dessas coisas
pensar em alguma coisa
ser útil, inteligente, ser raciocínio, fazer cabeça
não tinha onde tirar
eu era espaço vazio
eu não sei como é que pode formar uma cabeça
um olho enxergando, nariz respirando
boca com dentes
orelhas ouvindo vozes
pele, carne, ossos
altura, largura, força
pra ter força
O que é preciso fazer?
tomar vitamina
é preciso vitamina..."
pesado. transcend-essa:
"eu era ar e tempo, eu era ar e tempo, espaço vazio, tempo
eu era ar e tempo, espaço vazio
eu era gases puro, ar, espaço vazio, tempo
e gases puro, assim
eu era ar e tempo
eu não tinha formação
não tinha formatura
não tinha onde fazer cabeça
fazer braço, fazer corpo
fazer orelha, fazer nariz
céu da boca, falatório
fazer músculo, fazer dente
eu não tinha onde fazer nada dessas coisas
pensar em alguma coisa
ser útil, inteligente, ser raciocínio, fazer cabeça
não tinha onde tirar
eu era espaço vazio
eu não sei como é que pode formar uma cabeça
um olho enxergando, nariz respirando
boca com dentes
orelhas ouvindo vozes
pele, carne, ossos
altura, largura, força
pra ter força
O que é preciso fazer?
tomar vitamina
é preciso vitamina..."
18 de setembro de 2009
pablo neruda
"Talvez não ser é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando o meio dia
com uma flor azul, sem que caminhes
mais tarde pela névoa e os ladrilhos,
sem essa luz que levas na mão
que talvez, outros não verão dourada,
que talvez ninguém soube que crescia
como a origem rubra da rosa,
sem que sejas, enfim, sem que viesses
brusca, incitante conhecer a minha vida,
aragem de roseira,trigo do vento,
e desde então, sou porque tu és
e desde então és, sou e somos
e por amor serei, serás, seremos…" P Neruda
o amor em sonetos parece mais simples, mais direto, sem vacilo.
caminho reto que leva sem voltas, sem revoltas aos desabafos do coração
em silêncio medita...
sem que vás cortando o meio dia
com uma flor azul, sem que caminhes
mais tarde pela névoa e os ladrilhos,
sem essa luz que levas na mão
que talvez, outros não verão dourada,
que talvez ninguém soube que crescia
como a origem rubra da rosa,
sem que sejas, enfim, sem que viesses
brusca, incitante conhecer a minha vida,
aragem de roseira,trigo do vento,
e desde então, sou porque tu és
e desde então és, sou e somos
e por amor serei, serás, seremos…" P Neruda
o amor em sonetos parece mais simples, mais direto, sem vacilo.
caminho reto que leva sem voltas, sem revoltas aos desabafos do coração
em silêncio medita...
10 de setembro de 2009
vi algo que não caberia aqui, nao caberia em mim. tem saudade que avança no tempo, não há suicídio nem batismo que a mude de cômodo.
tem um tanto de sentir meu guardado em algum canto da minha casa antiga. em roupas que nunca mais dancei.
deixo à margem do inteligível. se eu embrulhar todo o tempo passadonopresentemeufuturo com papel de pão amanhecido,
amanhece em você a mesma hora? o mesmo guarda-roupa? a mesma lembrança?
quem sabe a esperança me responda...
tem um tanto de sentir meu guardado em algum canto da minha casa antiga. em roupas que nunca mais dancei.
deixo à margem do inteligível. se eu embrulhar todo o tempo passadonopresentemeufuturo com papel de pão amanhecido,
amanhece em você a mesma hora? o mesmo guarda-roupa? a mesma lembrança?
quem sabe a esperança me responda...
9 de setembro de 2009
2 de setembro de 2009
1 de setembro de 2009
você
gosto da sua terra
porque também é minha
gosto das montanhas
porque repousa paciente minha morada
o mesmo rio percorrendo o tecido das nossas lembranças
gosto da sua terra, do tecido que dá sua forma, seu sorriso
porque me aterra. e me desperta
encolhe a estrada que me carregou
e traz de volta o meu mais eu. o meu mais nosso.
perto
se eu rio, meu rio é seu...
porque também é minha
gosto das montanhas
porque repousa paciente minha morada
o mesmo rio percorrendo o tecido das nossas lembranças
gosto da sua terra, do tecido que dá sua forma, seu sorriso
porque me aterra. e me desperta
encolhe a estrada que me carregou
e traz de volta o meu mais eu. o meu mais nosso.
perto
se eu rio, meu rio é seu...
31 de agosto de 2009
28 de agosto de 2009
25 de agosto de 2009
movi-mente
se a palavra dança
em minhas curvas,
curvo-me
o corpo
danço
como quem deseja do fundo
misterioso
de um afunilamento da carne
ou da expansão
do contra-peito,
extrair uma letra
miúda
maiúscula
que revele, sem tantas
velas
meia-luz,
um encantamento pelo
movimento
da poesia
branca.
em minhas curvas,
curvo-me
o corpo
danço
como quem deseja do fundo
misterioso
de um afunilamento da carne
ou da expansão
do contra-peito,
extrair uma letra
miúda
maiúscula
que revele, sem tantas
velas
meia-luz,
um encantamento pelo
movimento
da poesia
branca.
23 de agosto de 2009
19 de agosto de 2009
6 de agosto de 2009
5 de agosto de 2009
4 de agosto de 2009
3 de agosto de 2009
seu (a)gosto em mim
gosto do momento em que me fita,
emfitas de cor teladepc
e finjo você me querer no pequeno espaço do entre
me faz na mente
o gosto do poder
gosto quando encontro aquilo que um dia me fez dentro pulsar
ainda no seu sorriso
como circula por entre outros
o mesmo
gesto
o toque
a força
o bem me fez
apontando
ela mesma vibração...
gosto de ver naquilo que a lembrança entende
o amor.
emfitas de cor teladepc
e finjo você me querer no pequeno espaço do entre
me faz na mente
o gosto do poder
gosto quando encontro aquilo que um dia me fez dentro pulsar
ainda no seu sorriso
como circula por entre outros
o mesmo
gesto
o toque
a força
o bem me fez
apontando
ela mesma vibração...
gosto de ver naquilo que a lembrança entende
o amor.
2 de agosto de 2009
"como amo teus olhos minha amiga,
e a chama radiante que neles dança
quando por um instante fugaz
eles se erguem
e teu olhar voa célere
como relâmpago no céu..
mas há um encanto mais poderoso ainda
nos olhos voltados para o chão,
no momento de um beijo apaixonado
quando brilha por entre
as pálpebras baixas
a sombria, obscura chama do desejo.."
e a chama radiante que neles dança
quando por um instante fugaz
eles se erguem
e teu olhar voa célere
como relâmpago no céu..
mas há um encanto mais poderoso ainda
nos olhos voltados para o chão,
no momento de um beijo apaixonado
quando brilha por entre
as pálpebras baixas
a sombria, obscura chama do desejo.."
1 de agosto de 2009
28 de julho de 2009
13 de julho de 2009
sendo. cê é tu
se seja. se tinge
sua tinta
seja eu. já se foi
se já quero, quero tu.
sê eu! cê já.
me tinge, tangente minha peletua
pela
tudo mais de ti
pêlos
tudo, menos aqui
cê já foi ..
me escapa pelos poros dos dias...
sua tinta
seja eu. já se foi
se já quero, quero tu.
sê eu! cê já.
me tinge, tangente minha peletua
pela
tudo mais de ti
pêlos
tudo, menos aqui
cê já foi ..
me escapa pelos poros dos dias...
5 de julho de 2009
represa billings
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