quando tudo florir abrirei novamente minha janela
o anel de fogo desce e se alimenta da água
25 de maio de 2009
23 de maio de 2009
18 de maio de 2009
pequenina e longa
16 de maio de 2009
6 de maio de 2009
há
por um triz tenho - eo
tento já de olhos quase surrados ver a direção pro convém
vislumbro o mais , no entanto, o além
mesmo com algemas e cadeados na alma
insisto no por vir
e por um fio me amarro, me seguro e me solto
deixo o peso do corpo indicar o sentido
transformo-me em algo parecido com dúvidas e dívidas
e de vida em vida decisão
estico laços
caio dos meus olhos na companhia de doces lágrimas
deslizo valente. choro insistente
e quanto se tente, duvido o tempo.
tento já de olhos quase surrados ver a direção pro convém
vislumbro o mais , no entanto, o além
mesmo com algemas e cadeados na alma
insisto no por vir
e por um fio me amarro, me seguro e me solto
deixo o peso do corpo indicar o sentido
transformo-me em algo parecido com dúvidas e dívidas
e de vida em vida decisão
estico laços
caio dos meus olhos na companhia de doces lágrimas
deslizo valente. choro insistente
e quanto se tente, duvido o tempo.
3 de maio de 2009
2 de maio de 2009
30 de abril de 2009
qualquer semelhança não é mera coincidência
“O capitalismo moderno necessita de homens que cooperem sem rebeldia e em grande número; que queiram consumir cada vez mais e cujos gostos sejam padronizados e possam ser facilmente influenciados e previstos. Ele necessita de homens que se sintam livres e independentes, não sujeitos a nenhuma autoridade, princípio ou consciência, embora queiram fazer o que deles se espera, queiram integrar-se na máquina social sem atritos; de homens que possam ser guiados sem força, conduzidos sem líderes, impelidos sem objetivo explícito, salvo o de fazer o que lhes é exigido, ativar-se, funcionar, ir em frente...
Qual o resultado? O homem moderno alienou-se de si mesmo, de seus semelhantes e da natureza. Ele foi transformado numa mercadoria, experimenta suas forças vitais como um investimento que precisa lhe proporcionar o maior lucro capaz de ser obtido nas condições de mercado existentes. As relações humanas são essencialmente as relações entre robôs alienados, cada um dos quais baseia sua segurança em ficar junto ao rebanho, e não ser diferente dele em pensamento, sentimentos e atos.
Embora todos procurem ficar o mais junto possível do resto, todos permanecem absolutamente sós, invadidos pelo profundo sentimento de insegurança, ansiedade e culpa que surge quando o estado de separação humana não pode ser superado.
Nossa civilização oferece vários paliativos que ajudam as pessoas a não tomar consciência de sua solidão. O primeiro deles é a estrita rotina de trabalho burocratizado e mecânico, que ajuda as pessoas a permanecerem inconscientes de seus desejos humanos mais fundamentais, do anseio de transcendência e unidade. Se a rotina não consegue fazê-lo, o homem supera seu desespero inconsciente com a rotina das diversões, o consumo passivo dos sons e imagens oferecidos pela indústria do entretenimento, e também com a satisfação de comprar todas as novidades e logo trocá-las por outras. (...)
Divertir-se consiste na satisfação de consumir mercadorias, imagens, comida, bebidas, cigarros, gente, conferências, livros, filmes – tudo é consumido, engolido. O mundo é um grande objeto para o nosso apetite, uma grande maçã, uma grande garrafa, um grande peito em que mamamos, em eterna espera, sempre esperançosos - e eternamente desapontados. Nosso caráter está equipado para trocar e receber, barganhar e consumir. Tudo, seja espiritual, seja material, se torna objeto de troca e de consumo."
Erich Fromm
“Todo mundo é feliz hoje em dia” Huxley
Qual o resultado? O homem moderno alienou-se de si mesmo, de seus semelhantes e da natureza. Ele foi transformado numa mercadoria, experimenta suas forças vitais como um investimento que precisa lhe proporcionar o maior lucro capaz de ser obtido nas condições de mercado existentes. As relações humanas são essencialmente as relações entre robôs alienados, cada um dos quais baseia sua segurança em ficar junto ao rebanho, e não ser diferente dele em pensamento, sentimentos e atos.
Embora todos procurem ficar o mais junto possível do resto, todos permanecem absolutamente sós, invadidos pelo profundo sentimento de insegurança, ansiedade e culpa que surge quando o estado de separação humana não pode ser superado.
Nossa civilização oferece vários paliativos que ajudam as pessoas a não tomar consciência de sua solidão. O primeiro deles é a estrita rotina de trabalho burocratizado e mecânico, que ajuda as pessoas a permanecerem inconscientes de seus desejos humanos mais fundamentais, do anseio de transcendência e unidade. Se a rotina não consegue fazê-lo, o homem supera seu desespero inconsciente com a rotina das diversões, o consumo passivo dos sons e imagens oferecidos pela indústria do entretenimento, e também com a satisfação de comprar todas as novidades e logo trocá-las por outras. (...)
Divertir-se consiste na satisfação de consumir mercadorias, imagens, comida, bebidas, cigarros, gente, conferências, livros, filmes – tudo é consumido, engolido. O mundo é um grande objeto para o nosso apetite, uma grande maçã, uma grande garrafa, um grande peito em que mamamos, em eterna espera, sempre esperançosos - e eternamente desapontados. Nosso caráter está equipado para trocar e receber, barganhar e consumir. Tudo, seja espiritual, seja material, se torna objeto de troca e de consumo."
Erich Fromm
“Todo mundo é feliz hoje em dia” Huxley
*
afinal, fique feliz, com o novo pacote habitacional vai chover empregos!
27 de abril de 2009
21 de abril de 2009
de olho no pé
16 de abril de 2009
esperemos
"Há outros dias que não tem chegado ainda,
que estão fazendo-se
como o pão ou as cadeiras
ou o produto das farmácias ou das oficinas
- há fábricas de dias que virão -
existem artesãos da alma
que levantam e pesam e preparam
certos dias amargos ou preciosos
que de repente chegam à porta
para premiar-nos
com uma laranja
ou assassinar-nos de imediato"
pablo neruda
que estão fazendo-se
como o pão ou as cadeiras
ou o produto das farmácias ou das oficinas
- há fábricas de dias que virão -
existem artesãos da alma
que levantam e pesam e preparam
certos dias amargos ou preciosos
que de repente chegam à porta
para premiar-nos
com uma laranja
ou assassinar-nos de imediato"
pablo neruda
14 de abril de 2009
9 de abril de 2009
8 de abril de 2009
24horas
tempo não tenho,
nem o te o eme e o po
poe-opoe-o-poe
t e m p o há q u a n to tempo me opoe?
tem tanto pra o por
temnão, tempão, tempõe
põe tem no po
tenho tempo enTÃO
nem o te o eme e o po
poe-opoe-o-poe
t e m p o há q u a n to tempo me opoe?
tem tanto pra o por
temnão, tempão, tempõe
põe tem no po
tenho tempo enTÃO
6 de abril de 2009
31 de março de 2009
dayane
de um ponto preenchido no branco, vazio esperando um rasgo
sua linha
curva, que tempo ouvi, tanto vi
luz de mesa
noites de mãos
silêncio de sua solidão
era desenho, e então cor que pintava o preto no branco
era filme
era ela, outros, e eu girando
tudo junto. linhas, noites e orgãos
pulmões, desencontros e música
roda-roda criança!
vida vindas de folhas em branco
anoiteci contando sua criação
existimos nela
ouvimos cantos
trilha agitada para respirações tão pausadas
todo seu ato criador era agora meu mundo
era eu viva nele.
sua linha
curva, que tempo ouvi, tanto vi
luz de mesa
noites de mãos
silêncio de sua solidão
era desenho, e então cor que pintava o preto no branco
era filme
era ela, outros, e eu girando
tudo junto. linhas, noites e orgãos
pulmões, desencontros e música
roda-roda criança!
vida vindas de folhas em branco
anoiteci contando sua criação
existimos nela
ouvimos cantos
trilha agitada para respirações tão pausadas
todo seu ato criador era agora meu mundo
era eu viva nele.
25 de março de 2009
19 de março de 2009
parece
movimenta em mim algo dentro
sem mais. ou menos
sem tantas palavras ou coisa que me enche o medo.
sem mais. ou menos
sem tantas palavras ou coisa que me enche o medo.
16 de março de 2009
15 de março de 2009
eu eueu eueueueu eueu eu
eu
que sou eu na infinitude de eus que possa eu ser?
sou eu cor desbotada da parede-morada (?)
acúmulo de nadas, camada respingada de azeite limão e deleites
doces prazeres, doces rapazes
cruel tempo saboreio no paladar adormecido
saboroso presente no espaço permeio
eu no meio
entre
suas costas. pernas. lados
que sou eu. sou eu crua
eu sua
eu
que sou eu na infinitude de eus que possa eu ser?
sou eu cor desbotada da parede-morada (?)
acúmulo de nadas, camada respingada de azeite limão e deleites
doces prazeres, doces rapazes
cruel tempo saboreio no paladar adormecido
saboroso presente no espaço permeio
eu no meio
entre
suas costas. pernas. lados
que sou eu. sou eu crua
eu sua
10 de março de 2009
mel na caneca meleca
cadê?
ca de ca ne ca
neca de pitibiriba
corclara, cordela
uma bagatELA
tu já foste?
lá em Tapiratiba
afrouxe então!
bolso e sola de pé
caneca cabe em duas pisadas
cabela?
ida e volta e tá ela
tadinha dela
mel e ela.
meleca
por uma neca.
*naDICA de nada
ca de ca ne ca
neca de pitibiriba
corclara, cordela
uma bagatELA
tu já foste?
lá em Tapiratiba
afrouxe então!
bolso e sola de pé
caneca cabe em duas pisadas
cabela?
ida e volta e tá ela
tadinha dela
mel e ela.
meleca
por uma neca.
*naDICA de nada
4 de março de 2009
acrilírico
"olhar colírico
lírios plásticos do campo e do contracampo
telástico cinemascope
teu sorriso
tudo isso
tudo ido e lido e lindo e vindo do vivido
na minha adolescidade
idade de pedra e paz
teu sorriso quieto no meu canto
ainda canto o ido o tido o dito
o dado o consumido
o consumadoAto
do amor morto motor da saudade
diluído na grandiCIDADE
idade de pedra
ainda canto quieto o que conheço
quero o que não mereço
o começo
quero canto de vinda
divindade do duro totem futuro total
tal qual quero canto
por enquanto apenas mino o campo ver-te
acre e lírico o sorvete
acrílico Santo Amargo da Pu(t)rificação"
CaetanoVeloso
copia cola e escuta tua
http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umamusica&nomeplaylist=003491-5_11AcrilíricoCaetano_Veloso0000Caetano_Veloso
lírios plásticos do campo e do contracampo
telástico cinemascope
teu sorriso
tudo isso
tudo ido e lido e lindo e vindo do vivido
na minha adolescidade
idade de pedra e paz
teu sorriso quieto no meu canto
ainda canto o ido o tido o dito
o dado o consumido
o consumadoAto
do amor morto motor da saudade
diluído na grandiCIDADE
idade de pedra
ainda canto quieto o que conheço
quero o que não mereço
o começo
quero canto de vinda
divindade do duro totem futuro total
tal qual quero canto
por enquanto apenas mino o campo ver-te
acre e lírico o sorvete
acrílico Santo Amargo da Pu(t)rificação"
CaetanoVeloso
copia cola e escuta tua
http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umamusica&nomeplaylist=003491-5_11AcrilíricoCaetano_Veloso0000Caetano_Veloso
2 de março de 2009
fam-ilha
e ela foi ....
deixei 2 o quarto, de 5 ficaram quatro
mais ela, subtraiu
na partida pai-mãe-e-1 quarto de 1
de uma...
de 5 pulou pro 3
tem uma saudade aqui
tenho uma família enfim,
no fim somos um pingado de gente
que roda o mundo, cruza o estado, estica o braço e contorna o telefone sem fio, celular, a estrada de buraco.
tem um aperto
e uma vontade de um abraço apertado ...
deixei 2 o quarto, de 5 ficaram quatro
mais ela, subtraiu
na partida pai-mãe-e-1 quarto de 1
de uma...
de 5 pulou pro 3
tem uma saudade aqui
tenho uma família enfim,
no fim somos um pingado de gente
que roda o mundo, cruza o estado, estica o braço e contorna o telefone sem fio, celular, a estrada de buraco.
tem um aperto
e uma vontade de um abraço apertado ...
24 de fevereiro de 2009
23 de fevereiro de 2009
17 de fevereiro de 2009
16 de fevereiro de 2009
13 de fevereiro de 2009
lembranças de minha casa
no teu ventre, sou filha
parte tua que leva um nome
imagem reflexo de um sorriso sem rosto
choro seco nas tuas costas encurvadas
amor sem pedido, dor de desmerecido castigo
oferenda dos céus, um colapso
todo cosmo em atrito
sou filha-amor
se em tua curvatura me sentes na barriga diminuída
abre o espaço entre
eu cresço pelos vãos da tua forma
e apareço na cara, alongada num merecido minuto de alegria
reajo, escorro por tuas pernas e viro de ti concreta parte.
*amo minha que és mãe
parte tua que leva um nome
imagem reflexo de um sorriso sem rosto
choro seco nas tuas costas encurvadas
amor sem pedido, dor de desmerecido castigo
oferenda dos céus, um colapso
todo cosmo em atrito
sou filha-amor
se em tua curvatura me sentes na barriga diminuída
abre o espaço entre
eu cresço pelos vãos da tua forma
e apareço na cara, alongada num merecido minuto de alegria
reajo, escorro por tuas pernas e viro de ti concreta parte.
*amo minha que és mãe
9 de fevereiro de 2009
5 de fevereiro de 2009
31 de janeiro de 2009
quem sabe ainda te ergues
http://www.dourado.sp.gov.br/pagina_indice.asp?iditem=424&album=9
Dourado- SP/2006
http://www.dourado.sp.gov.br/pagina_indice.asp?iditem=424&album=9
Dourado- SP/2006
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