25 de maio de 2009

quando tudo florir abrirei novamente minha janela
o anel de fogo desce e se alimenta da água

23 de maio de 2009

18 de maio de 2009

o desejo é o mal-me-persegue. quero não desejar. mas aí já fiz do não-desejo um desejo.













não pense que sou melancolia por conta de palavras esprimidas já estampadas nessa tela provisória e impessoal,
pense em desejo.

pequenina e longa


a vida de cabelos compridos.
é bem mais doce de ser vivida
o cheiro da chuva dormia comigo entre os fios ...
..
cortei meu B em mil
997
-enquanto me apaixonava -
desde então fujo de séries
e acordo buscando os odores da infância
em prazeres e prisões de fios alheios

16 de maio de 2009


Ed. Niemeyer em BH
2001

6 de maio de 2009

sem certeza

por um triz tenho - eo
tento já de olhos quase surrados ver a direção pro convém
vislumbro o mais , no entanto, o além
mesmo com algemas e cadeados na alma
insisto no por vir
e por um fio me amarro, me seguro e me solto
deixo o peso do corpo indicar o sentido
transformo-me em algo parecido com dúvidas e dívidas
e de vida em vida decisão
estico laços
caio dos meus olhos na companhia de doces lágrimas
deslizo valente. choro insistente
e quanto se tente, duvido o tempo.

2 de maio de 2009

30 de abril de 2009

qualquer semelhança não é mera coincidência

“O capitalismo moderno necessita de homens que cooperem sem rebeldia e em grande número; que queiram consumir cada vez mais e cujos gostos sejam padronizados e possam ser facilmente influenciados e previstos. Ele necessita de homens que se sintam livres e independentes, não sujeitos a nenhuma autoridade, princípio ou consciência, embora queiram fazer o que deles se espera, queiram integrar-se na máquina social sem atritos; de homens que possam ser guiados sem força, conduzidos sem líderes, impelidos sem objetivo explícito, salvo o de fazer o que lhes é exigido, ativar-se, funcionar, ir em frente...

Qual o resultado? O homem moderno alienou-se de si mesmo, de seus semelhantes e da natureza. Ele foi transformado numa mercadoria, experimenta suas forças vitais como um investimento que precisa lhe proporcionar o maior lucro capaz de ser obtido nas condições de mercado existentes. As relações humanas são essencialmente as relações entre robôs alienados, cada um dos quais baseia sua segurança em ficar junto ao rebanho, e não ser diferente dele em pensamento, sentimentos e atos.

Embora todos procurem ficar o mais junto possível do resto, todos permanecem absolutamente sós, invadidos pelo profundo sentimento de insegurança, ansiedade e culpa que surge quando o estado de separação humana não pode ser superado.

Nossa civilização oferece vários paliativos que ajudam as pessoas a não tomar consciência de sua solidão. O primeiro deles é a estrita rotina de trabalho burocratizado e mecânico, que ajuda as pessoas a permanecerem inconscientes de seus desejos humanos mais fundamentais, do anseio de transcendência e unidade. Se a rotina não consegue fazê-lo, o homem supera seu desespero inconsciente com a rotina das diversões, o consumo passivo dos sons e imagens oferecidos pela indústria do entretenimento, e também com a satisfação de comprar todas as novidades e logo trocá-las por outras. (...)

Divertir-se consiste na satisfação de consumir mercadorias, imagens, comida, bebidas, cigarros, gente, conferências, livros, filmes – tudo é consumido, engolido. O mundo é um grande objeto para o nosso apetite, uma grande maçã, uma grande garrafa, um grande peito em que mamamos, em eterna espera, sempre esperançosos - e eternamente desapontados. Nosso caráter está equipado para trocar e receber, barganhar e consumir. Tudo, seja espiritual, seja material, se torna objeto de troca e de consumo."

Erich Fromm


“Todo mundo é feliz hoje em dia” Huxley
*
afinal, fique feliz, com o novo pacote habitacional vai chover empregos!

27 de abril de 2009

21 de abril de 2009

de olho no pé

rugas vem com os 30
as chuvas eu guardo nos olhos
das tardes mostro os dentes
à noite me sujo
de um suor limpo

16 de abril de 2009


esperemos

"Há outros dias que não tem chegado ainda,
que estão fazendo-se
como o pão ou as cadeiras
ou o produto das farmácias ou das oficinas
- há fábricas de dias que virão -
existem artesãos da alma
que levantam e pesam e preparam
certos dias amargos ou preciosos
que de repente chegam à porta
para premiar-nos
com uma laranja
ou assassinar-nos de imediato"

pablo neruda

14 de abril de 2009

cê já viu cisco de olho engasgá?

fiqueigagaquandovi

8 de abril de 2009

24horas

tempo não tenho,
nem o te o eme e o po
poe-opoe-o-poe
t e m p o há q u a n to tempo me opoe?
tem tanto pra o por
temnão, tempão, tempõe
põe tem no po
tenho tempo enTÃO






6 de abril de 2009

eles casarão, eu casa minha

31 de março de 2009

dayane

de um ponto preenchido no branco, vazio esperando um rasgo
sua linha
curva, que tempo ouvi, tanto vi
luz de mesa
noites de mãos
silêncio de sua solidão
era desenho, e então cor que pintava o preto no branco
era filme
era ela, outros, e eu girando
tudo junto. linhas, noites e orgãos
pulmões, desencontros e música
roda-roda criança!
vida vindas de folhas em branco
anoiteci contando sua criação
existimos nela
ouvimos cantos
trilha agitada para respirações tão pausadas
todo seu ato criador era agora meu mundo
era eu viva nele.

25 de março de 2009

cordele


ele tem todas as cores ..

19 de março de 2009

tem escritas que sinto falta
sons de er ir ara para, ado, endo ELO isso, frio
palavras esticADAS
calorrr
nós
uma mistura ritmada
em versos que sACUDIAm cada novo dia de sol pela janELA.
e ele.

parece

movimenta em mim algo dentro

sem mais. ou menos
sem tantas palavras ou coisa que me enche o medo.
não há espaço para o amor.

16 de março de 2009

15 de março de 2009

eu eueu eueueueu eueu eu

eu

que sou eu na infinitude de eus que possa eu ser?
sou eu cor desbotada da parede-morada (?)
acúmulo de nadas, camada respingada de azeite limão e deleites
doces prazeres, doces rapazes
cruel tempo saboreio no paladar adormecido
saboroso presente no espaço permeio
eu no meio
entre
suas costas. pernas. lados

que sou eu. sou eu crua
eu sua

10 de março de 2009

mel na caneca meleca

cadê?
ca de ca ne ca
neca de pitibiriba
corclara, cordela
uma bagatELA
tu já foste?
lá em Tapiratiba
afrouxe então!
bolso e sola de pé
caneca cabe em duas pisadas
cabela?
ida e volta e tá ela
tadinha dela
mel e ela.
meleca
por uma neca.








*naDICA de nada

4 de março de 2009

acrilírico

"olhar colírico
lírios plásticos do campo e do contracampo
telástico cinemascope
teu sorriso
tudo isso

tudo ido e lido e lindo e vindo do vivido
na minha adolescidade
idade de pedra e paz

teu sorriso quieto no meu canto

ainda canto o ido o tido o dito
o dado o consumido
o consumadoAto
do amor morto motor da saudade

diluído na grandiCIDADE
idade de pedra
ainda canto quieto o que conheço

quero o que não mereço
o começo
quero canto de vinda
divindade do duro totem futuro total
tal qual quero canto

por enquanto apenas mino o campo ver-te
acre e lírico o sorvete
acrílico Santo Amargo da Pu(t)rificação"


CaetanoVeloso



copia cola e escuta tua

http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umamusica&nomeplaylist=003491-5_11AcrilíricoCaetano_Veloso0000Caetano_Veloso

2 de março de 2009

fam-ilha

e ela foi ....
deixei 2 o quarto, de 5 ficaram quatro
mais ela, subtraiu
na partida pai-mãe-e-1 quarto de 1
de uma...


de 5 pulou pro 3


tem uma saudade aqui
tenho uma família enfim,
no fim somos um pingado de gente
que roda o mundo, cruza o estado, estica o braço e contorna o telefone sem fio, celular, a estrada de buraco.
tem um aperto
e uma vontade de um abraço apertado ...

24 de fevereiro de 2009

17 de fevereiro de 2009

16 de fevereiro de 2009

13 de fevereiro de 2009

lembranças de minha casa

no teu ventre, sou filha
parte tua que leva um nome
imagem reflexo de um sorriso sem rosto
choro seco nas tuas costas encurvadas
amor sem pedido, dor de desmerecido castigo
oferenda dos céus, um colapso
todo cosmo em atrito
sou filha-amor

se em tua curvatura me sentes na barriga diminuída
abre o espaço entre
eu cresço pelos vãos da tua forma
e apareço na cara, alongada num merecido minuto de alegria
reajo, escorro por tuas pernas e viro de ti concreta parte.





*amo minha que és mãe

9 de fevereiro de 2009

samba e amor

....

e tenho muito sono de manhã

....

5 de fevereiro de 2009

31 de janeiro de 2009

série brises

por Niemeyer
por Rino Levi

por David Libeskind
*por JosiViana

olhares



*sampa também é céu



quem sabe ainda te ergues

http://www.dourado.sp.gov.br/pagina_indice.asp?iditem=424&album=9


Dourado- SP/2006