30 de setembro de 2008

minha-natureza-emana

plantar-e-colher
plantar-pra-comer

meu horário quebrou o tempo do relógio
me enchi de vento, voei balão

e agora não sei onde guardo tudo aquilo , o em vão ...

22 de setembro de 2008

toca-disco

gosto das palavras em desuso
das fora de moda
esquecidas

das que dizem o que as bocas têm medo
e os ouvidos correm,
a língua enrola, o peito torce

.

gasto o vocabulário
repetindo outras tantas
dando a hora, o com-passo
o ritmo da dança

quem vê, vê de fora
sente dentro, e troca-t(r)oca.

18 de setembro de 2008

Cordão

de dentro pra fora
do centro pro eixo
eu girei

criei

espaço de tráfego, de rotas de energia
espirais ascendentes
música com o tronco, braços, lados

éramos em tantos
que da mistura dos sons do corpo
geramos dança

pro-nome nosso.

17 de setembro de 2008

pipoca no chão

era ainda a plantação de limão!

10 de setembro de 2008

meditação

para quê?!
salta de pára-quedas, pára quem dá!
praquem você dá?
por que não ficar
por que não pular?
salta, e no alto avista a abertura de suas pernas
observa o traço que desconjuntado seu corpo risca no ar
junta-o ao nada por onde neste instante passeia,
junta asas, expiração e leveza
pesa tudo na alma [toneladas de excitação]

e inspira....

alcança enfim o carinho de ser, em segundos de grandeza, Humano.

5 de setembro de 2008

ali.viu?

alívio ..........

2 de setembro de 2008

celinha


mulher de itapecerica, das terças
das gargalhadas e pingado cedinho
do balanço na cozinha ao som AM
do carinho sem medida
.
- é 'dois filhos de antônio' o filme, jojo?
- não célia, não é antônio, é 'dois filhos de sebastião'
(ai, né não!?? rs)

31 de agosto de 2008

eita beleza

irritados da poeira
sacudiram os olhos
acudiram a mente, aberto e reto o caminho pra paz.
atrás do Não existido e sentido [temido]
brotaram sobre a pele branca flores coloridas
e na pisada da bota no chão
dura e seca do sol que resseca e desbota
choveu suave e fresco
encontrou afluente amigo
molhou terra, escorrEU pro mar
fluíram juntos num sorriso
poeira juntou cá
capoeira, chuva e par

20 de agosto de 2008

do fotógrafo

eu não quero me ver no reflexo dos vidros
que enquadram tuas fotografias
e montam tua exposição ...


eu quero ver o que em mim é oração,
reflexo meu refletido no teu olhar ...



*de suspiros eu olho












*tem mais no conjunto nacional

18 de agosto de 2008

das duas uma (dez pra uma)

eu prefiro as curvas ao traço reto,
as armadilhas às certezas incertas
a boca suja, desnuda de sentidos
ao silêncio covarde das noites em claro
prefiro meu gargalhar correndo pela madrugada
encontrando par
a dormir rezando, mãos juntas
sem imensidão, sem mar

ah, se prefiro!

13 de agosto de 2008

te duvidas por quê?
de onde tiras o ponto que te finalizas
que interrogas tua sina?
partes em tantas quantas até indivisíveis
até quando o tempo já é amigo-lamento
dentro do espaço. do sentir avesso
às vezes te ergues e juntas tuas tralhas
às vezes não, digo que sempre
e no chão tropeça as migalhas

então reparas

são teus, os grãos de pedras
são tuas, preciosas pedras

AMAnTE

do olhar que encontro, que tão perto encanto
de boca em boca faz gosto, sorriso de canto
que escorre gota e passeia pelo rosto
encontra caminhos, vértice na mão-contra
contra peito, rente quente

desfaz teu pranto
faz de mim cega errante,

amante

4 de agosto de 2008

quarteto

passeio bom é domingo pelo centro
é liberdade dando de esquina com a sé
cena de novela (AÇÃO!) que termina no copan
(vamos parar pro café?)
chuva fina, molha o rosto, enrola o cabelo
palavra estrangeira na ponta da língua
novos amigos pro almoço, fez-se o elo
presente aliviando a tensão
tudo com gosto de metrópole e sotaque caipira
com sorriso baixinho, visto de cima
no alto da estação

folhas amarelas

De onde se inicia uma história? Do ponto de partida que partiu em mim mais de uma. Do final do romance, história vivida e real, que revive a todo instante na memória registradora. Vem da lembrança gaga que pede a si mesma que não lembre, pra que pare de sentir.
Se sinto sei do que sou feita. Vivencio na medida em que experimento. Se calo, guardo sem voz a saudade que me sofre. Assim, do ponto de chegada, ela passa a existir em relato.

Daqui parto.

30 de julho de 2008

28 de julho de 2008

ventaniano-mês-oito

secevêapipaporcimadofio
correnumtiro
gritaputaquepariu!
senãoviracinza
sópó
desenhoanimado-com-estréia-em-abril

27 de julho de 2008

24 de julho de 2008

auto-retrato

tal qual porta me abre
escudo rompido, polido meu espelho
reflexo torcido, contido teu limite
contudo te vejo
torto, a rodo, contorno
água que é poça
ralo que é força

esco(ooo)rre imagem minha ...

ouça! é meu ...
o reflexo da água em tinta

23 de julho de 2008

18 de julho de 2008

online

da tela aberta me aparece
se parece com ela, é fresta pela janela
festa pra irmã mais velha
corpos vem e vão, raspam o azul
amigas dela!




*verso feito com carinho, de repente, pra ela, minha gracinha!

15 de julho de 2008

CENSURADO

amar é sofrer, amar é morrer de dor, xangô agodô, saravá.
me faça sofrer, me faça morrer, mas me faça morrer de amar,
xangô agodô saravá







*abençõe

12 de julho de 2008

o que fica?

chegou e viu tudo,
olhou os quatros cantos do quarto,
viu mudanças, viu tinta. cheirou incenso.
desviou o corpo, inclinou

me inclinou

no abraço ficamos até cessar a saudade
até o olhar chegar pra porta


abriu, sorriu e partiu ...

8 de julho de 2008

o eterno retorno

com quantos suspiros se faz uma torta-dele-mão?
e uma paixão?


cala-frios

26 de junho de 2008

santo, amém

coroa minhas asas com cor dourada
faz de proteção meu manto azul
dou tudo, dou nada, solidifico, só fico
traz proteção pra esse mEU descoberto,
traz abrigo
tripé perdido que não é o mesmo da lispector
que só fica se for de verdade,
aura colorida conectada ao cosmo,
trindade ...
em nome do pai, do filho

e do espírito ...

23 de junho de 2008

t - e - m - p - o

têm pessoas que nunca mudam
e têm pessoas que mudam tanto, que voltam a ser desconhecidas ...



.... eu me re-conheço naquilo que conheço

18 de junho de 2008

revive minha paixão!

arquiteTUrA

hahahahahahahahaha

hoje eu sou só-riso
visita amiga, pedaço de pizza
vinho no copo de requeijão
sonho, não mais solidão

16 de junho de 2008

leve vou leve vôo




pedreiro

ergue pedras, Cola com cimento, com mãos estrutura
ossatura feita da força bruta, dos ossos frágeis que executa
escuta o som ardido do martelo, da pá, da britadeira
ruído ouvido no que coloca de pé(dra) seu desenho
de pedra, tijolo, cimento e cal
da mão grosseira de alergia
assenta o azulejo, senta pro almoço, esquenta o arroz sem sal
dói costas, mãos, ombros e lamento
falta pra pagar a conta, mas deixa a obra pronta

deixa sua obra de arte
esquecida na noite de insônia ...

15 de junho de 2008

como se diz excessão em por-tu-guês?

que resta

se sei do que falo me falta o que sinto, me falta a calma,
a alma estirada sobre teus lencóis
falta a cama de dois, de quem ama de manhã ..

então ... amanhã, nada do que sinto será o que te falei
rasga o verso, deixa a cinza cair de tua altura
do grito alto que te expulso não sobra nada,

sobra a colcha verde sobre minha cama

maçã do amor

cabeçadevento-ventania-noquartoandar-
noquartopintado-fez-se-o-escuro-blackout-monamour-
arquivosperdidos-dwgnolixo-fez-se-denovo-oquejásehaviafeito-
re-feito-boraandar-até-o-copan-
lavaroupasuja-comepão-sorri-com-o-amor-
amizadecolorida-édomingodemanhã!

9 de junho de 2008

virá que eu vi!

"e aquilo que nesse momento se revelará aos povos
surpreenderá a todos não por ser exótico
mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto

quando terá sido o óbvio ..."

8 de junho de 2008

dos cheiros e das mãos

a vida está cheia deles né não

eita e como é bom

7 de junho de 2008

4 de junho de 2008

vem

jasmim
jaz mim
morte ao próprio eu
jaz auto-ilusão
devaneios
traz à tona a purificação
traz eu
atrás de qualquer escrita, sentida, falada
estou eu

metraz jasmim

alojadosdentrodela

"eu e ela estávamos ali encostados na parede
ela estava em silêncio, eu estava em silêncio
eu sentia o corpo dela junto ao meu
os dois seios, o ventre, as pernas
e os seus braços me envolviam

eu pensei que ela deveria sentir o calor que eu estava sentindo
nós dois estávamos imóveis encostados na parede
eu não me recordo quanto tempo
mas nós estávamos abraçados
e encostados ali há muito tempo
eu não me recordava se eram horas, dias, meses
nós dois esquecemos naquele momento que nós dois pretendíamos a paz
dentro da violência do mundo

e sem perceber a chegada da paz,
nós dois estávamos alojadosdentrodela ...

nós não saímos da parede e a paz nos encontrou subitamente
não enviou nenhum sinal
e nós não procuramos a paz ..."