9 de agosto de 2011
8 de agosto de 2011
7 de agosto de 2011
3 de agosto de 2011
2 de agosto de 2011
1 de agosto de 2011
31 de julho de 2011
18 de julho de 2011
16 de julho de 2011
11 de julho de 2011
olhos inchados de garganta, voz-es. vós que estais a direita do pai
vozes dos olhos borbulhando em água fervente
cozinhando os
pensament
os transbordados em meus o
lhos
lhe
cai no momento em que
sozinha, com-minha caminha
com tu, tutu de feijão
alegria é pássaro no quadrado da janela
e cheiro é tu tu cozinhando as mãos entre
olh
es
olh
ares
aresta por onde
vim e vem
mesmo que só eu
com
ti
o meu braço
é mistura na hora da fome da janta
todo-poderoso
vinde e tende
idade
caiu um gota de poder concretizado
de meus
olh
os
vozes dos olhos borbulhando em água fervente
cozinhando os
pensament
os transbordados em meus o
lhos
lhe
cai no momento em que
sozinha, com-minha caminha
com tu, tutu de feijão
alegria é pássaro no quadrado da janela
e cheiro é tu tu cozinhando as mãos entre
olh
es
olh
ares
aresta por onde
vim e vem
mesmo que só eu
com
ti
o meu braço
é mistura na hora da fome da janta
todo-poderoso
vinde e tende
idade
caiu um gota de poder concretizado
de meus
olh
os
8 de julho de 2011
24 de junho de 2011
19 de junho de 2011
27 de maio de 2011
sem acento e pontuacao.
quanto tempo demoramos pra perceber as diferencas? elas estao ali desde o comeco apontando e gritando, so tinhamos medo de mirar e perder possiveis encontros e relacionamentos. engano. como doi enganar-se. nao engano mais, o que sentir desde ja bem dentro la no peito eh verdade e diz mais.
e pelo que me chega devagar, te sinto, tanto, tanto, o olho na mesma direcao. desde a alma ate a pele mais fora de mim.
me quero alerta
Hilda Hilst
”Contente. Contente do instante
Da ressurreição, das insônias heróicas
Contente da assombrada canção
Que no meu peito agora se entrelaça.
Sabes? O fogo iluminou a casa.
E sobre a claridade do capim
Um expandir-se de asa, um trinado
Uma garganta aguda, vitoriosa.
Desde sempre em mim. Desde
Sempre estiveste. Nas arcadas do Tempo
Nas ermas biografias, neste adro solar
No meu mudo momento
Desde sempre, amor, redescoberto em mim.“
”Senhoras e senhores, olhai-nos.
Repensemos a tarefa de pensar o mundo.
E quando a noite vem
Vem a contrafacção dos nossos rostos
Rosto perigoso, rosto-pensamento
Sobre os vossos atos.
A muitos os poetas lembrariam
Que o homem não é para ser engulido
Por vossas gargantas mentirosas.
E sempre um ou dois dos vossos engulidos
Deixarão suas heranças, suas memórias
A IDÉIA, meus senhores
E essa é mais brilhosa
Do que o brilho fugaz de vossas botas.
Cantando amor, os poetas na noite
Repensam a tarefa de pensar o mundo.
E podeis crer que há muito mais vigor
No lirismo aparente
No amante Fazedor da palavra
Do que na mão que esmaga.
A IDÉIA é ambiciosa e santa.
E o amor dos poetas pelos homens
é mais vasto
Do que a voracidade que nos move.
E mais forte há de ser
Quanto mais parco
Aos vossos olhos possa parecer.“
Cantando amor, os poetas na noite
Repensam a tarefa de pensar o mundo.
E podeis crer que há muito mais vigor
No lirismo aparente
No amante Fazedor da palavra
Do que na mão que esmaga.
A IDÉIA é ambiciosa e santa.
E o amor dos poetas pelos homens
é mais vasto
Do que a voracidade que nos move.
E mais forte há de ser
Quanto mais parco
Aos vossos olhos possa parecer.
”Contente. Contente do instante
Da ressurreição, das insônias heróicas
Contente da assombrada canção
Que no meu peito agora se entrelaça.
Sabes? O fogo iluminou a casa.
E sobre a claridade do capim
Um expandir-se de asa, um trinado
Uma garganta aguda, vitoriosa.
Desde sempre em mim. Desde
Sempre estiveste. Nas arcadas do Tempo
Nas ermas biografias, neste adro solar
No meu mudo momento
Desde sempre, amor, redescoberto em mim.“
”Senhoras e senhores, olhai-nos.
Repensemos a tarefa de pensar o mundo.
E quando a noite vem
Vem a contrafacção dos nossos rostos
Rosto perigoso, rosto-pensamento
Sobre os vossos atos.
A muitos os poetas lembrariam
Que o homem não é para ser engulido
Por vossas gargantas mentirosas.
E sempre um ou dois dos vossos engulidos
Deixarão suas heranças, suas memórias
A IDÉIA, meus senhores
E essa é mais brilhosa
Do que o brilho fugaz de vossas botas.
Cantando amor, os poetas na noite
Repensam a tarefa de pensar o mundo.
E podeis crer que há muito mais vigor
No lirismo aparente
No amante Fazedor da palavra
Do que na mão que esmaga.
A IDÉIA é ambiciosa e santa.
E o amor dos poetas pelos homens
é mais vasto
Do que a voracidade que nos move.
E mais forte há de ser
Quanto mais parco
Aos vossos olhos possa parecer.“
Cantando amor, os poetas na noite
Repensam a tarefa de pensar o mundo.
E podeis crer que há muito mais vigor
No lirismo aparente
No amante Fazedor da palavra
Do que na mão que esmaga.
A IDÉIA é ambiciosa e santa.
E o amor dos poetas pelos homens
é mais vasto
Do que a voracidade que nos move.
E mais forte há de ser
Quanto mais parco
Aos vossos olhos possa parecer.
que lindo deusinho que lindo
como amo o ser humano
o seu humano
25 de maio de 2011
ao mestre da saudade
O amor
Wladimir Mayakovsky (1923)
(Tradução de Haroldo de Campos)
Um dia, quem sabe,
ela, que também gostava de bichos,
apareça
numa alameda do zoo,
sorridente,
tal como agora está
no retrato sobre a mesa,
Ela é tão bela,
que, por certo, hão de ressuscitá-la.
Vosso Trigésimo Século
ultrapassará o exame
de mil nadas,
que dilaceravam o coração.
Então,
de todo amor não terminado
seremos pagos
em enumeráveis noites de estrelas.
Ressuscita-me,
nem que seja só porque te esperava
como um poeta,
repelindo o absurdo quotidiano!
Ressuscita-me,
nem que seja só por isso!
Ressuscita-me!
Quero viver até o fim o que me cabe!
Para que o amor não seja mais escravo
de casamentos,
concupiscência,
salários.
Para que, maldizendo os leitos,
saltando dos coxins,
o amor se vá pelo universo inteiro.
Para que o dia,
que o sofrimento degrada,
não vos seja chorado, mendigado.
E que, ao primeiro apelo:
- Camaradas!
Atenta se volte a terra inteira.
Para viver
livre dos nichos das casa.
Para que
doravante
a família
seja
o pai,
pelo menos o Universo;
a mãe,
pelo menos a Terra.
Wladimir Mayakovsky (1923)
(Tradução de Haroldo de Campos)
Um dia, quem sabe,
ela, que também gostava de bichos,
apareça
numa alameda do zoo,
sorridente,
tal como agora está
no retrato sobre a mesa,
Ela é tão bela,
que, por certo, hão de ressuscitá-la.
Vosso Trigésimo Século
ultrapassará o exame
de mil nadas,
que dilaceravam o coração.
Então,
de todo amor não terminado
seremos pagos
em enumeráveis noites de estrelas.
Ressuscita-me,
nem que seja só porque te esperava
como um poeta,
repelindo o absurdo quotidiano!
Ressuscita-me,
nem que seja só por isso!
Ressuscita-me!
Quero viver até o fim o que me cabe!
Para que o amor não seja mais escravo
de casamentos,
concupiscência,
salários.
Para que, maldizendo os leitos,
saltando dos coxins,
o amor se vá pelo universo inteiro.
Para que o dia,
que o sofrimento degrada,
não vos seja chorado, mendigado.
E que, ao primeiro apelo:
- Camaradas!
Atenta se volte a terra inteira.
Para viver
livre dos nichos das casa.
Para que
doravante
a família
seja
o pai,
pelo menos o Universo;
a mãe,
pelo menos a Terra.
13 de maio de 2011
lento pro chão antes do tempo
não rachar
e não te vazar fazendo guardanapo dos meus dedos
tento o quanto me tente manter o tato
em você
tem poesia em você
e me encanta te ler
me encanta te ler
me encanta te ler..
carrego suas estrofes de você no olhar
quero o amor fazendo cócegas na minha língua
quero a tinta fazendo filho no meu ventre
mas deixo o tudo no silêncio
pra não vazar a rima
pra te fazer liga colorida.
só não caçoe da minha falta de talento pra malícia
sou poesia nela..
e saliva
que guardo e te farto.
não rachar
e não te vazar fazendo guardanapo dos meus dedos
tento o quanto me tente manter o tato
em você
tem poesia em você
e me encanta te ler
me encanta te ler
me encanta te ler..
carrego suas estrofes de você no olhar
quero o amor fazendo cócegas na minha língua
quero a tinta fazendo filho no meu ventre
mas deixo o tudo no silêncio
pra não vazar a rima
pra te fazer liga colorida.
só não caçoe da minha falta de talento pra malícia
sou poesia nela..
e saliva
que guardo e te farto.
26 de abril de 2011
23 de abril de 2011
sempre
a mágica das gavetas fechadas
carregando entidades de sons
das roupas e papéis destemidos que julgam o sal da comida sem sabor
as linhas dos cadernos rabiscam as ondas e deixam-me chegar e balançar o espírito
de listras
de listrada que sou
preto na branca
o branco das gavetas está cheio de tinta, de músicas de por vir
nesse líquido sou eu a transbordar os pensamentos que vão
e sólidos que vem,
a vida vem sorrindo
sempre.
carregando entidades de sons
das roupas e papéis destemidos que julgam o sal da comida sem sabor
as linhas dos cadernos rabiscam as ondas e deixam-me chegar e balançar o espírito
de listras
de listrada que sou
preto na branca
o branco das gavetas está cheio de tinta, de músicas de por vir
nesse líquido sou eu a transbordar os pensamentos que vão
e sólidos que vem,
a vida vem sorrindo
sempre.
contagem dos dias
conto que contos secretos são anônimosdotados de cheiros, cores e texturas de encontros de mais de um (ser),sendo a carne saliva, água na boca pra tanto deleite, conto que o gozo ensurdeceu-me aos gritos, me deixou de boca aberta para atritos secretos compartilhados ... o gosto pro mais.
12 de abril de 2011
segunda-feira
no seu lado
sou suporte
que sua mão desenha
rabisca
a alma
o corpo
dormente então
abre e atravessa o desejo
metros e metros
que sua mão recria
inventa de dedos
me desenha
de ilustra(cora)ção
e lustra
dentro o peito avisa e de certo (certinho antes rs) não evita
o perigo
seu olho olho em mim
deixa...
e me imensa.
sou suporte
que sua mão desenha
rabisca
a alma
o corpo
dormente então
abre e atravessa o desejo
metros e metros
que sua mão recria
inventa de dedos
me desenha
de ilustra(cora)ção
e lustra
dentro o peito avisa e de certo (certinho antes rs) não evita
o perigo
seu olho olho em mim
deixa...
e me imensa.
8 de março de 2011
22 de fevereiro de 2011
21 de fevereiro de 2011
se a palavra dança
em minhas curvas,
curvo-me
o corpo
de dentro pra fora
do centro
pro eixo
movimento no momento da carne
da altura que alcança
minha ossatura
crio,
divido-me em pedaços de mim
tantas quantas repartida
miudezas minúsculas do espaço habitando
conectadas
por eixos
que vão
me vem
no sentido da hora, da minha não hora (mão)
eu vão
vazios de ser cheios (seios)
circulo entre minhas divisões
atento e tento num giro de cruzamentos
dimensões
gerar
espaços de tráfego, de rotas de energia
espirais ascendentes
música com o tronco, braço
cabeçaentrelados
como quem deseja do fundo
de um afunilamento da carne
ou da expansão do contrapeito
alcançar o fora de mim
a morada de outros corpos
cruzar-nos
percorrer feito fio elástico
o caminho vértebra-dentrodacabeça
daquilo que outrora era o outro
e nesse instante também meu, é somos
no atrito extrair uma vela
letra
que revele, sem tantas
meia-luz
um encantamento pelo movimento da poesia branca
do tanto somo, já tonto
dos sons do corpo
seguimos tantos
gerando dança
pro-nome nosso
em minhas curvas,
curvo-me
o corpo
de dentro pra fora
do centro
pro eixo
movimento no momento da carne
da altura que alcança
minha ossatura
crio,
divido-me em pedaços de mim
tantas quantas repartida
miudezas minúsculas do espaço habitando
conectadas
por eixos
que vão
me vem
no sentido da hora, da minha não hora (mão)
eu vão
vazios de ser cheios (seios)
circulo entre minhas divisões
atento e tento num giro de cruzamentos
dimensões
gerar
espaços de tráfego, de rotas de energia
espirais ascendentes
música com o tronco, braço
cabeçaentrelados
como quem deseja do fundo
de um afunilamento da carne
ou da expansão do contrapeito
alcançar o fora de mim
a morada de outros corpos
cruzar-nos
percorrer feito fio elástico
o caminho vértebra-dentrodacabeça
daquilo que outrora era o outro
e nesse instante também meu, é somos
no atrito extrair uma vela
letra
que revele, sem tantas
meia-luz
um encantamento pelo movimento da poesia branca
do tanto somo, já tonto
dos sons do corpo
seguimos tantos
gerando dança
pro-nome nosso
22 de janeiro de 2011
12 de dezembro de 2010
30 de novembro de 2010
25 de novembro de 2010
eu sou cristã
espírita
atéia
descrente
tenho fé
punk
tenho ele
que sou Eu
de esquerda
a mão direita
perdi
torto ando
vai carlos!
minha bandeira vermelha
o menos pior
a boca muda
meu olho inchado
foda-se o capitalismo sustentável
as lágrimas
o não ser
o vazio e o silêncio
estamira
o lixo. a noite escura
o amor
o não-sendo-eu
o sofá
minha bunda no sofá
minha mente esmagada na parede
meus ohos dirigidos para o molho do macarrão
o sorriso
meu vô sem minha vó
o amor vem depois
espírita
atéia
descrente
tenho fé
punk
tenho ele
que sou Eu
de esquerda
a mão direita
perdi
torto ando
vai carlos!
minha bandeira vermelha
o menos pior
a boca muda
meu olho inchado
foda-se o capitalismo sustentável
as lágrimas
o não ser
o vazio e o silêncio
estamira
o lixo. a noite escura
o amor
o não-sendo-eu
o sofá
minha bunda no sofá
minha mente esmagada na parede
meus ohos dirigidos para o molho do macarrão
o sorriso
meu vô sem minha vó
o amor vem depois
aomaremos
gosto do mar
porque me movimenta
me transborda
me quer
não pergunta quem sou
porque sou
e sem saber-me, meu a-mar
porque me movimenta
me transborda
me quer
não pergunta quem sou
porque sou
e sem saber-me, meu a-mar
"Corre um rio de minha boca
corre um rio de minhas mãos
dos meus olhos corre um rio.
na verdade sofro de excessos, que me dão certo vocabulário
como derramar, escorrer, atravessar
tenho a impressão de que tudo vaza em sobras
tenho dificuldade em caber"
viviane mosé
"Sei que nunca terei o que procuro
e que nem sei buscar o que desejo,
mas busco, insciente, no silêncio escuro
e pasmo do que sei que não almejo."
fernando pessoa
corre um rio de minhas mãos
dos meus olhos corre um rio.
na verdade sofro de excessos, que me dão certo vocabulário
como derramar, escorrer, atravessar
tenho a impressão de que tudo vaza em sobras
tenho dificuldade em caber"
viviane mosé
"Sei que nunca terei o que procuro
e que nem sei buscar o que desejo,
mas busco, insciente, no silêncio escuro
e pasmo do que sei que não almejo."
fernando pessoa
19 de novembro de 2010
17 de novembro de 2010
10 de novembro de 2010
8 de novembro de 2010
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