como se fossem feitos de bocas
boca boca boca
os corpos
quando tocam-se
30 de março de 2011
8 de março de 2011
22 de fevereiro de 2011
21 de fevereiro de 2011
se a palavra dança
em minhas curvas,
curvo-me
o corpo
de dentro pra fora
do centro
pro eixo
movimento no momento da carne
da altura que alcança
minha ossatura
crio,
divido-me em pedaços de mim
tantas quantas repartida
miudezas minúsculas do espaço habitando
conectadas
por eixos
que vão
me vem
no sentido da hora, da minha não hora (mão)
eu vão
vazios de ser cheios (seios)
circulo entre minhas divisões
atento e tento num giro de cruzamentos
dimensões
gerar
espaços de tráfego, de rotas de energia
espirais ascendentes
música com o tronco, braço
cabeçaentrelados
como quem deseja do fundo
de um afunilamento da carne
ou da expansão do contrapeito
alcançar o fora de mim
a morada de outros corpos
cruzar-nos
percorrer feito fio elástico
o caminho vértebra-dentrodacabeça
daquilo que outrora era o outro
e nesse instante também meu, é somos
no atrito extrair uma vela
letra
que revele, sem tantas
meia-luz
um encantamento pelo movimento da poesia branca
do tanto somo, já tonto
dos sons do corpo
seguimos tantos
gerando dança
pro-nome nosso
em minhas curvas,
curvo-me
o corpo
de dentro pra fora
do centro
pro eixo
movimento no momento da carne
da altura que alcança
minha ossatura
crio,
divido-me em pedaços de mim
tantas quantas repartida
miudezas minúsculas do espaço habitando
conectadas
por eixos
que vão
me vem
no sentido da hora, da minha não hora (mão)
eu vão
vazios de ser cheios (seios)
circulo entre minhas divisões
atento e tento num giro de cruzamentos
dimensões
gerar
espaços de tráfego, de rotas de energia
espirais ascendentes
música com o tronco, braço
cabeçaentrelados
como quem deseja do fundo
de um afunilamento da carne
ou da expansão do contrapeito
alcançar o fora de mim
a morada de outros corpos
cruzar-nos
percorrer feito fio elástico
o caminho vértebra-dentrodacabeça
daquilo que outrora era o outro
e nesse instante também meu, é somos
no atrito extrair uma vela
letra
que revele, sem tantas
meia-luz
um encantamento pelo movimento da poesia branca
do tanto somo, já tonto
dos sons do corpo
seguimos tantos
gerando dança
pro-nome nosso
22 de janeiro de 2011
12 de dezembro de 2010
30 de novembro de 2010
25 de novembro de 2010
eu sou cristã
espírita
atéia
descrente
tenho fé
punk
tenho ele
que sou Eu
de esquerda
a mão direita
perdi
torto ando
vai carlos!
minha bandeira vermelha
o menos pior
a boca muda
meu olho inchado
foda-se o capitalismo sustentável
as lágrimas
o não ser
o vazio e o silêncio
estamira
o lixo. a noite escura
o amor
o não-sendo-eu
o sofá
minha bunda no sofá
minha mente esmagada na parede
meus ohos dirigidos para o molho do macarrão
o sorriso
meu vô sem minha vó
o amor vem depois
espírita
atéia
descrente
tenho fé
punk
tenho ele
que sou Eu
de esquerda
a mão direita
perdi
torto ando
vai carlos!
minha bandeira vermelha
o menos pior
a boca muda
meu olho inchado
foda-se o capitalismo sustentável
as lágrimas
o não ser
o vazio e o silêncio
estamira
o lixo. a noite escura
o amor
o não-sendo-eu
o sofá
minha bunda no sofá
minha mente esmagada na parede
meus ohos dirigidos para o molho do macarrão
o sorriso
meu vô sem minha vó
o amor vem depois
aomaremos
gosto do mar
porque me movimenta
me transborda
me quer
não pergunta quem sou
porque sou
e sem saber-me, meu a-mar
porque me movimenta
me transborda
me quer
não pergunta quem sou
porque sou
e sem saber-me, meu a-mar
"Corre um rio de minha boca
corre um rio de minhas mãos
dos meus olhos corre um rio.
na verdade sofro de excessos, que me dão certo vocabulário
como derramar, escorrer, atravessar
tenho a impressão de que tudo vaza em sobras
tenho dificuldade em caber"
viviane mosé
"Sei que nunca terei o que procuro
e que nem sei buscar o que desejo,
mas busco, insciente, no silêncio escuro
e pasmo do que sei que não almejo."
fernando pessoa
corre um rio de minhas mãos
dos meus olhos corre um rio.
na verdade sofro de excessos, que me dão certo vocabulário
como derramar, escorrer, atravessar
tenho a impressão de que tudo vaza em sobras
tenho dificuldade em caber"
viviane mosé
"Sei que nunca terei o que procuro
e que nem sei buscar o que desejo,
mas busco, insciente, no silêncio escuro
e pasmo do que sei que não almejo."
fernando pessoa
19 de novembro de 2010
17 de novembro de 2010
10 de novembro de 2010
8 de novembro de 2010
s s s s s
pa la vra
la vra r
ar
le va ar
le ve
vê - lo
ve lar
pra lá
ve lo rio
so riso
meu rio
ao mar
a ter ra
aterro
e lavro
in tei ra
e tê-lo
tem mar
teim ar
pa la vra pra ver-me
la vra r
ar
le va ar
le ve
vê - lo
ve lar
pra lá
ve lo rio
so riso
meu rio
ao mar
a ter ra
aterro
e lavro
in tei ra
e tê-lo
tem mar
teim ar
pa la vra pra ver-me
23 de outubro de 2010
Prêmio melhor da arquitetura 2010
Revista Arquitetura e Construção
Premiado na categoria Intervenção Urbana: Parque Cantinho do Céu
http://casa.abril.com.br/materias/arquitetura/melhor-arquitetura-2010-conheca-vencedores-605027.shtml#1
Premiado na categoria Intervenção Urbana: Parque Cantinho do Céu
http://casa.abril.com.br/materias/arquitetura/melhor-arquitetura-2010-conheca-vencedores-605027.shtml#1
14 de outubro de 2010
vivaovivo
porjoejo
"não tenho casa, não tenho sapatos
não tenho dinheiro, não tenho óculos
não tenho roupa, não tenho suéteres.
não tenho fé, não tenho barba
não tenho mente
não tenho mãe, não tenho cultura
não tenho amigos, não tenho escolaridade
não tenho nome, não tenho amor
não tenho passagem, não tenho ficha telefônica
não tenho Deus
O que eu tenho?
porque eu estou viva?
sim, o que eu tenho?
ninguém pode se livrar disso
tenho meu cabelo, tenho minha cabeça
tenho meu cérebro, tenho minhas orelhas
tenho meus olhos, tenho meu nariz
tenho minha boca, tenho meu sorriso
tenho minha lingua, tenho meu queixo
tenho meu pescoço, tenho meus seios
tenho meu coração, tenho minha alma
tenho minhas costas, tenho meu sexo
tenho meus braços, tenho minhas mãos
tenho meus dedos, tenho minhas pernas
tenho meus pés, tenho meus dedos dos pés
tenho meu fígado, tenho meu sangue
tenho vida, tenho minha liberdade
tenho a vida
tenho uma dor de cabeça e dor de dente
momentos ruins como você
tenho vida, tenho minha liberdade
tenho a vida, vou conservar isso"
7 de outubro de 2010
1 de outubro de 2010
24 de setembro de 2010
14 de setembro de 2010
6 de setembro de 2010
3 de setembro de 2010
1 de setembro de 2010
24 de agosto de 2010
21 de agosto de 2010
11 de agosto de 2010
4 de julho de 2010
1 de julho de 2010
24 de maio de 2010
16 de maio de 2010
duvido enquanto ainda houver chance de dúvida
relato o que sou sem medo do medo tomar minha face
o que sinto é certo, o que duvido é busca
traço um desejo numa noite em claro desenhado de sonhos em roda-canto
sorrio, decidido que sou livre
estendo a mão, enquanto se fizer medida de corpo que a receba
sou corda bamba pra formar o meu samba
que venham as flores.
relato o que sou sem medo do medo tomar minha face
o que sinto é certo, o que duvido é busca
traço um desejo numa noite em claro desenhado de sonhos em roda-canto
sorrio, decidido que sou livre
estendo a mão, enquanto se fizer medida de corpo que a receba
sou corda bamba pra formar o meu samba
que venham as flores.
29 de abril de 2010
21 de abril de 2010
20 de abril de 2010
16 de abril de 2010
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