8 de novembro de 2010
s s s s s
pa la vra
la vra r
ar
le va ar
le ve
vê - lo
ve lar
pra lá
ve lo rio
so riso
meu rio
ao mar
a ter ra
aterro
e lavro
in tei ra
e tê-lo
tem mar
teim ar
pa la vra pra ver-me
la vra r
ar
le va ar
le ve
vê - lo
ve lar
pra lá
ve lo rio
so riso
meu rio
ao mar
a ter ra
aterro
e lavro
in tei ra
e tê-lo
tem mar
teim ar
pa la vra pra ver-me
23 de outubro de 2010
Prêmio melhor da arquitetura 2010
Revista Arquitetura e Construção
Premiado na categoria Intervenção Urbana: Parque Cantinho do Céu
http://casa.abril.com.br/materias/arquitetura/melhor-arquitetura-2010-conheca-vencedores-605027.shtml#1
Premiado na categoria Intervenção Urbana: Parque Cantinho do Céu
http://casa.abril.com.br/materias/arquitetura/melhor-arquitetura-2010-conheca-vencedores-605027.shtml#1
14 de outubro de 2010
vivaovivo
porjoejo
"não tenho casa, não tenho sapatos
não tenho dinheiro, não tenho óculos
não tenho roupa, não tenho suéteres.
não tenho fé, não tenho barba
não tenho mente
não tenho mãe, não tenho cultura
não tenho amigos, não tenho escolaridade
não tenho nome, não tenho amor
não tenho passagem, não tenho ficha telefônica
não tenho Deus
O que eu tenho?
porque eu estou viva?
sim, o que eu tenho?
ninguém pode se livrar disso
tenho meu cabelo, tenho minha cabeça
tenho meu cérebro, tenho minhas orelhas
tenho meus olhos, tenho meu nariz
tenho minha boca, tenho meu sorriso
tenho minha lingua, tenho meu queixo
tenho meu pescoço, tenho meus seios
tenho meu coração, tenho minha alma
tenho minhas costas, tenho meu sexo
tenho meus braços, tenho minhas mãos
tenho meus dedos, tenho minhas pernas
tenho meus pés, tenho meus dedos dos pés
tenho meu fígado, tenho meu sangue
tenho vida, tenho minha liberdade
tenho a vida
tenho uma dor de cabeça e dor de dente
momentos ruins como você
tenho vida, tenho minha liberdade
tenho a vida, vou conservar isso"
7 de outubro de 2010
1 de outubro de 2010
24 de setembro de 2010
14 de setembro de 2010
6 de setembro de 2010
3 de setembro de 2010
1 de setembro de 2010
24 de agosto de 2010
21 de agosto de 2010
11 de agosto de 2010
4 de julho de 2010
1 de julho de 2010
24 de maio de 2010
16 de maio de 2010
duvido enquanto ainda houver chance de dúvida
relato o que sou sem medo do medo tomar minha face
o que sinto é certo, o que duvido é busca
traço um desejo numa noite em claro desenhado de sonhos em roda-canto
sorrio, decidido que sou livre
estendo a mão, enquanto se fizer medida de corpo que a receba
sou corda bamba pra formar o meu samba
que venham as flores.
relato o que sou sem medo do medo tomar minha face
o que sinto é certo, o que duvido é busca
traço um desejo numa noite em claro desenhado de sonhos em roda-canto
sorrio, decidido que sou livre
estendo a mão, enquanto se fizer medida de corpo que a receba
sou corda bamba pra formar o meu samba
que venham as flores.
29 de abril de 2010
21 de abril de 2010
20 de abril de 2010
16 de abril de 2010
31 de março de 2010
veio na pele
nego, os dias correm comigo andando
na corda amarrada entre as pontas dos minutos dos suspiros imaginativos
uma mente em vôo
caminho
no meio, minha caminha..
você ao lado
eu de lado não escuto o grito dos injustiçados
escuto as preces
não peço de mãos e pés juntos
34%
peço um poema estampado nos olhos que habitam essa Terra
acordo com gosto
talvez se
e dia que nasce de um poema, nasce bem
bem-te-vendo
bem-vindo
não temos porcentagens no cardápio do dia
valores em reais cruzeiro libras ou euros
temos um romantismo frustrado
mas ainda sim. doce feito água de nascente de rio.
re sem pre re
criar
força da natureza da Terra
qualquer dia vem ela com tudo, vem (d)ela
troca de pele,
deixa velho até homem descrente
eu na pele viro poro,
poro para
nova vida de outros tempos
na corda amarrada entre as pontas dos minutos dos suspiros imaginativos
uma mente em vôo
caminho
no meio, minha caminha..
você ao lado
eu de lado não escuto o grito dos injustiçados
escuto as preces
não peço de mãos e pés juntos
34%
peço um poema estampado nos olhos que habitam essa Terra
acordo com gosto
talvez se
e dia que nasce de um poema, nasce bem
bem-te-vendo
bem-vindo
não temos porcentagens no cardápio do dia
valores em reais cruzeiro libras ou euros
temos um romantismo frustrado
mas ainda sim. doce feito água de nascente de rio.
re sem pre re
criar
força da natureza da Terra
qualquer dia vem ela com tudo, vem (d)ela
troca de pele,
deixa velho até homem descrente
eu na pele viro poro,
poro para
nova vida de outros tempos
24 de março de 2010
canta canta minha gente
cante-o
canteiro
dança a obra do mestre
cantado à força bruta
tuas mãos não são sujas
o calo que nasce do calor
à margem
no canteiro
canto-te pedreiro de pedra
num canto da obra mora teu nome
mora noutro tua família canto
canteiro verde de plantas nativas
sou viva do canteiro que me criaste.
mestre e pai
cante-o
canteiro
dança a obra do mestre
cantado à força bruta
tuas mãos não são sujas
o calo que nasce do calor
à margem
no canteiro
canto-te pedreiro de pedra
num canto da obra mora teu nome
mora noutro tua família canto
canteiro verde de plantas nativas
sou viva do canteiro que me criaste.
mestre e pai
21 de março de 2010
11 de março de 2010
3 de março de 2010
23 de fevereiro de 2010
boato
3 de fevereiro de 2010
23 de janeiro de 2010
até...
o cheio é do vazio que habita na conta, a noite que não dorme
chegar, sempre chegar
e se o cheio quisesse esvaziar? trocar dois ares, transitar entre o alargamento do poder
se essa terra, de tantos que gemem, nega sua reversibilidade,
eu não.
caminho de volta. pro interior de mim que é tentativa de essência
entendo o vazio do cheio. sofro na imobilidade da velocidade sem freios.
minha-condição-imigrante-pós-moderno.
migrarei de volta.
enquanto o centro gira. a borda irradia.
descentralização.
um alívio à terra que hoje garoa choro nas minhas costas. sair. às vezes, sair.
chegar, sempre chegar
e se o cheio quisesse esvaziar? trocar dois ares, transitar entre o alargamento do poder
se essa terra, de tantos que gemem, nega sua reversibilidade,
eu não.
caminho de volta. pro interior de mim que é tentativa de essência
entendo o vazio do cheio. sofro na imobilidade da velocidade sem freios.
minha-condição-imigrante-pós-moderno.
migrarei de volta.
enquanto o centro gira. a borda irradia.
descentralização.
um alívio à terra que hoje garoa choro nas minhas costas. sair. às vezes, sair.
14 de dezembro de 2009
24 de novembro de 2009
a espera encontrou a saída lágrima
um entreaberto de quase vidas que vão e deixam suspensos sonhos calados
tempo escorrido
cansa a saia aguardar o vento que mostre suas pernas
enruga a palavra memórias de quartos de cores desbotadas
as portas desabotoadas
os diários nas paredes
junto à lágrima contorna as horas, sopra a dança - a espera -
o movimento do ser no espetáculo do vazio
vá-ser
um entreaberto de quase vidas que vão e deixam suspensos sonhos calados
tempo escorrido
cansa a saia aguardar o vento que mostre suas pernas
enruga a palavra memórias de quartos de cores desbotadas
as portas desabotoadas
os diários nas paredes
junto à lágrima contorna as horas, sopra a dança - a espera -
o movimento do ser no espetáculo do vazio
vá-ser
8 de novembro de 2009
18 de outubro de 2009
6 de outubro de 2009
esboço
o pensamento encontra-me na esquina da desatenção
descobrem-se palavras debaixo, no baixo lugar de alguma margem
traz do abrigo alguma, me ultrapasse,
inunde o aquilo em que não há de existência
o esquecimento imita a coragem e amarga o antes sabido
agora, vazios enfileirados tomam o espaço do meu quarto
procuro, desesperada, a inédita casca e seu caroço.
descobrem-se palavras debaixo, no baixo lugar de alguma margem
traz do abrigo alguma, me ultrapasse,
inunde o aquilo em que não há de existência
o esquecimento imita a coragem e amarga o antes sabido
agora, vazios enfileirados tomam o espaço do meu quarto
procuro, desesperada, a inédita casca e seu caroço.
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