o que for meu, será mEU
o que for eu, será nosso
21 de fevereiro de 2008
consciência
visto
visito
vestido
insisto
sinto
não desisto
resisto
o visto é o seu não visto
o real não é o seu vestido
insisto no sonho que sinto
visto meu desejo de fundo luminoso
visito o que em mim resiste
existe
enfim, existo
visito
vestido
insisto
sinto
não desisto
resisto
o visto é o seu não visto
o real não é o seu vestido
insisto no sonho que sinto
visto meu desejo de fundo luminoso
visito o que em mim resiste
existe
enfim, existo
13 de fevereiro de 2008
o silêncio entre
"Encontrar-se no ' vazio ' pode ser desorientador e até assustador. Nada em que se apoiar, nenhum sentido de direção, nem mesmo um indício a respeito de quais opções e possibilidades poderiam estar à frente. Era, porém, exatamente esse estado de potencialidade pura que existia antes que o universo fosse criado. Tudo o que você pode fazer agora é relaxar no seio dessa não-materialidade... Mergulhar nesse silêncio entre as palavras... Observar esse vazio entre a expiração e a inspiração, e guardar o tesouro de cada momento da existência. Alguma coisa sagrada está para nascer."
Osho
Osho
10 de fevereiro de 2008
hoje o samba saiu!
"de tanto levar frechada do teu olhar
meu peito até parece sabe o quê?
tauba de tiro ao alvaro
não tem mais onde furar!"
meu peito até parece sabe o quê?
tauba de tiro ao alvaro
não tem mais onde furar!"
a arte é janela da alma
por que a arte é contemporânea
se a alma é atemporal?
se a noção de tempo é uma invenção do homem moderno,
se meu espírito experimentou todas as idades:
do nascimento da Lua ao dia em que fui tua!
a palavra monta o conceito
e desmonta a experiência ...
se a alma é atemporal?
se a noção de tempo é uma invenção do homem moderno,
se meu espírito experimentou todas as idades:
do nascimento da Lua ao dia em que fui tua!
a palavra monta o conceito
e desmonta a experiência ...
7 de fevereiro de 2008
quando eu olho com mEUs OlhOs eu vejo dança!
círculos coloridos
maiores, menores
de todos os tamanhos!
guarda-chuvaS
guardam um ritmo
dezenas, centenas deles
guardam, executam movimentos suaves e ligeiros
pra cima, pra baixo
em frente, atrás
na contramão
por todos os lados
cruzando-se
fazendo dança
dançando
flertando-se
pra cima, pra baixo!
suave! ligeiro! em frente
sem fim!
eu vejo. escuto.
são escudos bailando
na saída do metrô consolação
movimentam a avenida
é lindo! lindo!
movimentam o meu coração,
o espaço!
arquitetura em movimento ...
e eu entrei pra ver todo o espetáculo
com um único bilhete
bilhete único
de camarote!
maiores, menores
de todos os tamanhos!
guarda-chuvaS
guardam um ritmo
dezenas, centenas deles
guardam, executam movimentos suaves e ligeiros
pra cima, pra baixo
em frente, atrás
na contramão
por todos os lados
cruzando-se
fazendo dança
dançando
flertando-se
pra cima, pra baixo!
suave! ligeiro! em frente
sem fim!
eu vejo. escuto.
são escudos bailando
na saída do metrô consolação
movimentam a avenida
é lindo! lindo!
movimentam o meu coração,
o espaço!
arquitetura em movimento ...
e eu entrei pra ver todo o espetáculo
com um único bilhete
bilhete único
de camarote!
5 de fevereiro de 2008
sapos na estrada
tem um ponto específico no corpo para desfazer essa tensão,
aperte
na dobrinha perto do cotovelo
aperte ..
do-in
doído
é sim
quantos sapos engolimos por dia, por mês,
por estação?
e por trabalho, por amigo, inimigo,
amor perdido ou embriaguez?
dói
corrói
no coração ...
aperte!
perto do peito sentirá o alívio,
solta
salta
engulo-aperto-solto
ou
não engulo, solto perto do entulho
aperte
na dobrinha perto do cotovelo
aperte ..
do-in
doído
é sim
quantos sapos engolimos por dia, por mês,
por estação?
e por trabalho, por amigo, inimigo,
amor perdido ou embriaguez?
dói
corrói
no coração ...
aperte!
perto do peito sentirá o alívio,
solta
salta
engulo-aperto-solto
ou
não engulo, solto perto do entulho
3 de fevereiro de 2008
mal da modernidade
(pós) modernidade
vem e tira nossa eternIDADE
corta as raízes a cada espaço de tempo perCORRIDO
tornou-nos escravos da mediocridade
sinto-me numa corrida,
na qual quem consome mais energia alheia vence o vencido
oprimido ...
quem sabe mais o francês, o ballet e o adobe premiere
ou praticou tênis e fez curso de inglês
sai na frente, esnobando seu poder
a Experiência e a Sabedoria nada contam na disPUTA
muito menos o seu SER ...
estão abertas as vagas para o curso de enologia
levando um amigo você ganha 50% de desconto na matrícula,
reserve ainda um tempo pro MBA
mexa-se, vá a luta!
ou você pode acabar na Augusta
sua puta!
vem e tira nossa eternIDADE
corta as raízes a cada espaço de tempo perCORRIDO
tornou-nos escravos da mediocridade
sinto-me numa corrida,
na qual quem consome mais energia alheia vence o vencido
oprimido ...
quem sabe mais o francês, o ballet e o adobe premiere
ou praticou tênis e fez curso de inglês
sai na frente, esnobando seu poder
a Experiência e a Sabedoria nada contam na disPUTA
muito menos o seu SER ...
estão abertas as vagas para o curso de enologia
levando um amigo você ganha 50% de desconto na matrícula,
reserve ainda um tempo pro MBA
mexa-se, vá a luta!
ou você pode acabar na Augusta
sua puta!
2 de fevereiro de 2008
arco-íris
todas as fatias de céu roubadas de São Paulo
aqui estão
dispostas, uma a uma,
coloridas
compondo o infinito do espaço,
dando seu ritmo
imensiDÃO
já não são o opaco
não mais opacas
já não estão recortadas,
inteiras, preenchem com luz e beleza
minhas retinas desbotadas...
o universo me pega
é parte do que sou
sou parte do céu
me apego, não me nego
sou réu!
aqui estão
dispostas, uma a uma,
coloridas
compondo o infinito do espaço,
dando seu ritmo
imensiDÃO
já não são o opaco
não mais opacas
já não estão recortadas,
inteiras, preenchem com luz e beleza
minhas retinas desbotadas...
o universo me pega
é parte do que sou
sou parte do céu
me apego, não me nego
sou réu!
30 de janeiro de 2008
são, sã!
compreensão
com pressão
não! sem presSÃO!
sem pressa
são compressas de feridas leves,
levo rente à pele quente
que sem pressa, cura o pensamento doente
sem pressa
compreendo
não prendo
entendo
tendo entre o pensamento doente e o coração, meu caminho ÃO
meu carinho
carrinho de paixão
dão vida, dão cheiros de flores
dão amores
dão alívio na tensão
devagar divago ...
não há nada de vago!
com pressão
não! sem presSÃO!
sem pressa
são compressas de feridas leves,
levo rente à pele quente
que sem pressa, cura o pensamento doente
sem pressa
compreendo
não prendo
entendo
tendo entre o pensamento doente e o coração, meu caminho ÃO
meu carinho
carrinho de paixão
dão vida, dão cheiros de flores
dão amores
dão alívio na tensão
devagar divago ...
não há nada de vago!
Florbela Espanca
"São mortos os que nunca acreditaram
que esta vida é somente uma passagem,
um atalho sombrio, uma paisagem
onde os nossos sentidos se pousaram.
São mortos os que nunca alevantaram
de entre escombros a Torre de Menagem
dos seus sonhos de orgulho e de coragem,
e os que não riram e os que não choraram.
Que Deus faça de mim, quando eu morrer,
quando eu partir para o País da Luz,
a sombra calma de um entardecer,
Tombando, em doces pregas de mortalha,
sobre o teu corpo heróico, posto em cruz,
na solidão dum campo de batalha!"
(sob a luz)
que esta vida é somente uma passagem,
um atalho sombrio, uma paisagem
onde os nossos sentidos se pousaram.
São mortos os que nunca alevantaram
de entre escombros a Torre de Menagem
dos seus sonhos de orgulho e de coragem,
e os que não riram e os que não choraram.
Que Deus faça de mim, quando eu morrer,
quando eu partir para o País da Luz,
a sombra calma de um entardecer,
Tombando, em doces pregas de mortalha,
sobre o teu corpo heróico, posto em cruz,
na solidão dum campo de batalha!"
(sob a luz)
27 de janeiro de 2008
26 de janeiro de 2008
da janela eu vejo
a roda gira,
a vela queima
escurece o dia
quem me faz companhia?
toca a campainha, solidão
passa a água entre o pó
passo o café
agradeço, faço uma prece
solidão me obedece,
quer mais uma xícara?
queima o incenso
vira a página do livro
gira a Terra, movimenta o mar
acrescenta mais um no censo de maio
quem te faz alegria?
pisa no chão
desgasta o solado da sandália
dá nó meu cordão
queima a mandala
a Lua é cheia
quem desfaz o nó dos que dão?
de tudo nasce um-verso
universo
uni o que morreu ao que nasceu
tudo vai,
de tudo, algo vem ...
não é não meu bem?
movimentos
movimenta
a roda gira, eu gero
o café acaba, a Lua cresce
do universo eu peço, eu rezo, eu quero ...
eu espero
"não existem perdas, existem movimentos"
a vela queima
escurece o dia
quem me faz companhia?
toca a campainha, solidão
passa a água entre o pó
passo o café
agradeço, faço uma prece
solidão me obedece,
quer mais uma xícara?
queima o incenso
vira a página do livro
gira a Terra, movimenta o mar
acrescenta mais um no censo de maio
quem te faz alegria?
pisa no chão
desgasta o solado da sandália
dá nó meu cordão
queima a mandala
a Lua é cheia
quem desfaz o nó dos que dão?
de tudo nasce um-verso
universo
uni o que morreu ao que nasceu
tudo vai,
de tudo, algo vem ...
não é não meu bem?
movimentos
movimenta
a roda gira, eu gero
o café acaba, a Lua cresce
do universo eu peço, eu rezo, eu quero ...
eu espero
"não existem perdas, existem movimentos"
Mãe Natureza
"A humanidade, como o resto da vida orgânica, existe sobre a Terra para os fins próprios da Terra. E ela é exatamente o que deve ser para responder às necessidades da Terra no momento presente.
Só um pensamento tão teórico e afastado dos fatos como o pensamento europeu moderno podia imaginar a possibilidade de uma evolução do homem independente da natureza ambiente, ou considerar a evolução do homem como gradual conquista da natureza.
Quer viva, quer morra, evolua ou degenere o homem serve igualmente aos fins da natureza!"
Gurdjieff
Só um pensamento tão teórico e afastado dos fatos como o pensamento europeu moderno podia imaginar a possibilidade de uma evolução do homem independente da natureza ambiente, ou considerar a evolução do homem como gradual conquista da natureza.
Quer viva, quer morra, evolua ou degenere o homem serve igualmente aos fins da natureza!"
Gurdjieff
25 de janeiro de 2008
pedreiro
as pedras gargalham no meio do caminho
uma a uma juntam-se
textura rígida sobre o chão
costuram a terra, tampam seus ouvidos
gargalham
tampam os olhos do pedestre desatento
sofrido
donas da superfície irregular, são elas, de base sólida
são dores do pé descalço
pobre pedestre
gargalham as pedras
da terra sobe a luz, abre o chão
sofrido sorri sobre a textura
abrem-se os ouvidos
vê entre,
o vão
as pedras lhe servem de chão
ou choro se enxerga em vão ...
uma a uma juntam-se
textura rígida sobre o chão
costuram a terra, tampam seus ouvidos
gargalham
tampam os olhos do pedestre desatento
sofrido
donas da superfície irregular, são elas, de base sólida
são dores do pé descalço
pobre pedestre
gargalham as pedras
da terra sobe a luz, abre o chão
sofrido sorri sobre a textura
abrem-se os ouvidos
vê entre,
o vão
as pedras lhe servem de chão
ou choro se enxerga em vão ...
comilança e lambança
gosto mesmo é do bauru
napadria perdicasa eu como mesmo se for cru
crufagia
já me vem a fadiga
eu como de tudo
essa noite sonhei que dois homens me beijavam abaixo da cintura
crua e nua pela rua
de manhã iremos apadria
viajaremos para bauru
e trocaremos de cintura
à tarde
comeremos nossas vontades
do misto ao bauru
napadria perdicasa eu como mesmo se for cru
crufagia
já me vem a fadiga
eu como de tudo
essa noite sonhei que dois homens me beijavam abaixo da cintura
crua e nua pela rua
de manhã iremos apadria
viajaremos para bauru
e trocaremos de cintura
à tarde
comeremos nossas vontades
do misto ao bauru
15 de janeiro de 2008
parabéns pai
ele é assim, sem fazer nada faz um tudo
deixa a vida mais fácil de respirAR
além, mais linda, mais simples de acreditar
acredita na coisa dita
mais ainda na coisa sentida
apóia
feito mesa de madeira nativa
apoio
firme, forte
com aquela barba
que conheço desde piquitita
ben-dita barba!
sorri
faz cara de bravo
fala da natureza como quem a descobre pela primeira vez
fala de nomes que guardo uma só vez
goiaba, formiga, manga, bem-te-vi, saracura
tá tudo na sagrada escritura!
carrega como relíquia
faz seu chão assentado de piso simples, da Bíblia
bem assentado
acabamento que agrada os olhares
os lares
sua ARTE, seu ponto de vista
quantas alegrias!
grati-dão
me dão
seu jeito me faz sorrir
sou grata
e nada mais poderia ser
é o tudo!
sou aPAIxonada
deixa a vida mais fácil de respirAR
além, mais linda, mais simples de acreditar
acredita na coisa dita
mais ainda na coisa sentida
apóia
feito mesa de madeira nativa
apoio
firme, forte
com aquela barba
que conheço desde piquitita
ben-dita barba!
sorri
faz cara de bravo
fala da natureza como quem a descobre pela primeira vez
fala de nomes que guardo uma só vez
goiaba, formiga, manga, bem-te-vi, saracura
tá tudo na sagrada escritura!
carrega como relíquia
faz seu chão assentado de piso simples, da Bíblia
bem assentado
acabamento que agrada os olhares
os lares
sua ARTE, seu ponto de vista
quantas alegrias!
grati-dão
me dão
seu jeito me faz sorrir
sou grata
e nada mais poderia ser
é o tudo!
sou aPAIxonada
10 de janeiro de 2008
criança em dança
danço
dançam
dançamos
dancemos
dança, dançando!
dancem!
com c
com cedilha
a dança dedilha as cordas mais íntimas do corpo!
dancemos ...
dançam
dançamos
dancemos
dança, dançando!
dancem!
com c
com cedilha
a dança dedilha as cordas mais íntimas do corpo!
dancemos ...
Kabir
Dance, meu coração! Dance hoje com alegria. As formas do amor enchem os dias e as noites de música, e o mundo ouve a melodia. Loucas de alegria, a vida e a morte dançando ao ritmo dessa música.As montanhas, o mar e a terra dançam. O mundo do homem dança em riso e lágrimas.
8 de janeiro de 2008
prazer
fiz biologia
mas me encantei mesmo foi pela orgia
hoje em dia as horas viram a esquina
me encontram ali, atrás da cortina
descoberta
aberta!
sem sentidos
cega, apenas meu corpo me dá as respostas
minhas costas revelam meu desejo
minhas bocas acariciam o estranho
me reconheço,
assumo o desconhecido
e encho de prazer meu sorriso
mas me encantei mesmo foi pela orgia
hoje em dia as horas viram a esquina
me encontram ali, atrás da cortina
descoberta
aberta!
sem sentidos
cega, apenas meu corpo me dá as respostas
minhas costas revelam meu desejo
minhas bocas acariciam o estranho
me reconheço,
assumo o desconhecido
e encho de prazer meu sorriso
2 de janeiro de 2008
exercitANDO
diante das coisas não ditas
dos passos sem marcas no asfalto, no chão de terra batida
do murmúrio baixo que não ultra-passa os ouvidos presentes
ou-vindos de outros por trás das janelas
ausentes de palavras altas
corre tudo no imagináRIO da vida
correnteza forte levada a tempo
sem pressa, sem calma, descompassada com minh'alma
minha alteza, minha REALeza
fantasia que eleva os pobres
alma empobrecida pela vaidade
enCAPAda de egoísmo, diz não à cumplicidade
esTAMPAda de cores em preto e branco
corre tudo, anda sem ritmo pelo labirinto
sem saber que as portas não correm na mesma velocidade
estão aquém, além do tempo
voam por cima do ego, aberturas que permitem mEU
dos passos sem marcas no asfalto, no chão de terra batida
do murmúrio baixo que não ultra-passa os ouvidos presentes
ou-vindos de outros por trás das janelas
ausentes de palavras altas
corre tudo no imagináRIO da vida
correnteza forte levada a tempo
sem pressa, sem calma, descompassada com minh'alma
minha alteza, minha REALeza
fantasia que eleva os pobres
alma empobrecida pela vaidade
enCAPAda de egoísmo, diz não à cumplicidade
esTAMPAda de cores em preto e branco
corre tudo, anda sem ritmo pelo labirinto
sem saber que as portas não correm na mesma velocidade
estão aquém, além do tempo
voam por cima do ego, aberturas que permitem mEU
1 de janeiro de 2008
...
Resta essa capacidade de sorrir
depois de caídas todas as lágrimas
o desejo insaciável de amar e ser amada
a cada abandono desesperado do amargo não
resta a vontade de renovar a aliança
sentir renascer a cumpliCIDADE
a ternura tola dos poetas
condenada pela eternidade à prisão da esperança
o resto é resto!
depois de caídas todas as lágrimas
o desejo insaciável de amar e ser amada
a cada abandono desesperado do amargo não
resta a vontade de renovar a aliança
sentir renascer a cumpliCIDADE
a ternura tola dos poetas
condenada pela eternidade à prisão da esperança
o resto é resto!
amém
rezei pra nossa senhora me tirar a dor
quis nunca mais engolir
sim digo sim ao amor
não, me diz não o amor
engoli
li reli todos os versos
não entendi
aquela mutação
então sofri
sofrEU aquele amor
não me faz digestão
peço então
da nossa senhora a proteção
contra a dor que vem do amor
contra os enganos
contra o eu que não me faz bem
contra o tu
não me quer bem
força todos os dias
a cada bom dia
eu quero força
para além
me traga alguém do bem ...
vem vem
amém!
quis nunca mais engolir
sim digo sim ao amor
não, me diz não o amor
engoli
li reli todos os versos
não entendi
aquela mutação
então sofri
sofrEU aquele amor
não me faz digestão
peço então
da nossa senhora a proteção
contra a dor que vem do amor
contra os enganos
contra o eu que não me faz bem
contra o tu
não me quer bem
força todos os dias
a cada bom dia
eu quero força
para além
me traga alguém do bem ...
vem vem
amém!
31 de dezembro de 2007
e agora josé?
eita queredera
quero daqui quero de lá
quem dera quem quero estar cá
cá comigo queredera quebra as pernas
quer tanto que do quanto perde as contas
conta pra elas quem dera querer delas
seria canto
nos quatro cantos faria meu canto
canto delas, canto de quatro pernas
canto meu no canto que escondo EU
mas queredera quer deles
onde o canto que escondem não me faz canto ...
quero daqui quero de lá
quem dera quem quero estar cá
cá comigo queredera quebra as pernas
quer tanto que do quanto perde as contas
conta pra elas quem dera querer delas
seria canto
nos quatro cantos faria meu canto
canto delas, canto de quatro pernas
canto meu no canto que escondo EU
mas queredera quer deles
onde o canto que escondem não me faz canto ...
27 de dezembro de 2007
biscoito
2008 vai vir
cheio de coisas novas
com e sem as velhas novas
com mais outras tantas
tudo a sorrir
vem vindo sentindo
vem vindo e nós sorrindo
vem vindo o que há de lindo
outros 365
e nós, parindo
os sonhos. desejos. afetos.
vontades. loucuras. afazeres.
prazeres.
paixões.
cheio de coisas novas
com e sem as velhas novas
com mais outras tantas
tudo a sorrir
vem vindo sentindo
vem vindo e nós sorrindo
vem vindo o que há de lindo
outros 365
e nós, parindo
os sonhos. desejos. afetos.
vontades. loucuras. afazeres.
prazeres.
paixões.
26 de dezembro de 2007
fernando pessoa
sonho. não sei quem sou neste momento.
durmo sentindo-me. na hora calma
meu pensamento esquece o pensamento,
minha alma não tem alma.
se existo é um erro eu o saber. se acordo
parece que erro. sinto que não sei.
nada quero nem tenho nem recordo.
não tenho ser nem lei.
lapso da consciência entre ilusões,
fantasmas me limitam e me contêm.
dorme insciente de alheios corações,
coração de ninguém.
durmo sentindo-me. na hora calma
meu pensamento esquece o pensamento,
minha alma não tem alma.
se existo é um erro eu o saber. se acordo
parece que erro. sinto que não sei.
nada quero nem tenho nem recordo.
não tenho ser nem lei.
lapso da consciência entre ilusões,
fantasmas me limitam e me contêm.
dorme insciente de alheios corações,
coração de ninguém.
24 de dezembro de 2007
outros 365
vem chegando
outros tantos
outros 365
vou andando
seguindo na corda bamba
dançando meu samba
esperando esperando
quando quanto
tanto por vir
tanto pra partir
quanto amor partido
quanto sorriso destruído
quantas lágrimas caídas
tanto por vir
vem vindo sim
está vindo
e eu indo
em busca do quanto
até ser tanto
meu canto
canto de paz
que venha. que eu seja. que eu queira.
torcendo
correndo
aprendendo
crescendo
que venha ...
amém!
outros tantos
outros 365
vou andando
seguindo na corda bamba
dançando meu samba
esperando esperando
quando quanto
tanto por vir
tanto pra partir
quanto amor partido
quanto sorriso destruído
quantas lágrimas caídas
tanto por vir
vem vindo sim
está vindo
e eu indo
em busca do quanto
até ser tanto
meu canto
canto de paz
que venha. que eu seja. que eu queira.
torcendo
correndo
aprendendo
crescendo
que venha ...
amém!
redemoinho
não dá nada
nada danada
eu nadei no nada
me perdi de danada
fui. avancei na água parada
redemoinho invoquei
fiquei
movimentei
apaixonei
danada, movimento gerei
com o pé braços pernas
quem dá mais por elas?
sou o que elas fazem de mim
corpo movimento água
assim, pra mim
redemoinho criei
caí
me perdi
voltando...
gerando, subindo, sorrindo
danada agora voa
deixa a água, ela volta
cai. garoa
nada danada
eu nadei no nada
me perdi de danada
fui. avancei na água parada
redemoinho invoquei
fiquei
movimentei
apaixonei
danada, movimento gerei
com o pé braços pernas
quem dá mais por elas?
sou o que elas fazem de mim
corpo movimento água
assim, pra mim
redemoinho criei
caí
me perdi
voltando...
gerando, subindo, sorrindo
danada agora voa
deixa a água, ela volta
cai. garoa
19 de dezembro de 2007
ao preto Leo, a ele e aos que permanecem
tem uns que ficam
tem uns que vão
tem uns que deixam marcas
tem uns que desmarcam
no vão que se abre
entre os que estão e os que já vão
é lá que estou
recolhendo os grãos
decifrando meu labirinto
costurando
meu imenso Cordão!
eu guardo, eu sinto todos
na hora do almoço ou na memória de meus sonhos ...
18/12
tem uns que vão
tem uns que deixam marcas
tem uns que desmarcam
no vão que se abre
entre os que estão e os que já vão
é lá que estou
recolhendo os grãos
decifrando meu labirinto
costurando
meu imenso Cordão!
eu guardo, eu sinto todos
na hora do almoço ou na memória de meus sonhos ...
18/12
12 de dezembro de 2007
nós
roda
corda
acorda
a corda rodou deu nó, me acordou
acordamos, estamos de acordo
roda o rodo
eu rodo e dou nó no rodo
sem corda
concorda?
corda
acorda
a corda rodou deu nó, me acordou
acordamos, estamos de acordo
roda o rodo
eu rodo e dou nó no rodo
sem corda
concorda?
10 de dezembro de 2007
ao Cris
me veio o passeio, a descoberta
eu descoberta
as bicicletas
o adeus demorado
o que foi, o que ficou
a pessoa que passou e me transformou!
eu descoberta
as bicicletas
o adeus demorado
o que foi, o que ficou
a pessoa que passou e me transformou!
7 de dezembro de 2007
EU
eTERno
ter por perto
eternIDADE
tempo
exTERno
INterno
o que eu tenho de eterno?
tempo rima com eternidade?
dentro
mEU
tempo rima com a imagem do céu - ser criativo
ter por perto
eternIDADE
tempo
exTERno
INterno
o que eu tenho de eterno?
tempo rima com eternidade?
dentro
mEU
tempo rima com a imagem do céu - ser criativo
quantos têm?
palavras
soltas
ditas
escritas
sentidas
sofridas
inacabadas
exaustas
delicadas
pesadas
silêncio
me diz, como não chorar?
não lamentar?
entristecer?
anoitecer?
eu anoiteço pra logo em seguida amanhecer ....
que triste
(em processo de aceitação - da decepção, das múltiplas facetas do mesmo eu = você)
soltas
ditas
escritas
sentidas
sofridas
inacabadas
exaustas
delicadas
pesadas
silêncio
me diz, como não chorar?
não lamentar?
entristecer?
anoitecer?
eu anoiteço pra logo em seguida amanhecer ....
que triste
(em processo de aceitação - da decepção, das múltiplas facetas do mesmo eu = você)
6 de dezembro de 2007
bem-te-vi
eu vi eu vi
eu viro pro sol
euvira não viu
euvirei
ou-virei
virá o sol
ou-virá o sol
japão - a terra de todos os sóis
eu viro pro sol
euvira não viu
euvirei
ou-virei
virá o sol
ou-virá o sol
japão - a terra de todos os sóis
4 de dezembro de 2007
desa(L)tar
faz de conta que é um conto
eu te conto como faz
faz a conta
no fim tudo soma
conta comigo
com nós
e desataremos os nós
eu você e todos nós
eu te conto como faz
faz a conta
no fim tudo soma
conta comigo
com nós
e desataremos os nós
eu você e todos nós
paixão
tanto que aprender
sem me prender
sem me ater
querendo despistar dos erros
sem deixar pista
sem derrapar na pista
sem rastros
vou, pelo caminhos dos astros! atrás
libertar-me ...
pela paz!
sem me prender
sem me ater
querendo despistar dos erros
sem deixar pista
sem derrapar na pista
sem rastros
vou, pelo caminhos dos astros! atrás
libertar-me ...
pela paz!
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